Policia Civil do Paraná investiga falsificação de testes de coronavírus por clube de futebol do Oeste

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) abriu inquérito policial para apurar a suspeita de falsificação de testes de Covid-19 por jogadores de um clube de futebol da região Oeste do Estado. O caso veio a público após a Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgar uma nota esclarecendo o ocorrido durante uma partida na tarde da última quinta-feira (22), em Curitiba.

A PCPR já procurou a Federação, que passou todas as informações e provas do possível crime. O clube apresentou exames com rasuras, todos de um único laboratório e com a assinatura da mesma médica. O indício da falsificação foi notado pela federação. Todos os envolvidos devem ser ouvidos durante as investigações.

A PCPR também vai apurar se houve falsificação por parte de outros clubes envolvidos na disputa pelo campeonato. “Nós também temos a preocupação de que em outros jogos essa situação tenha ocorrido. Sendo assim, vamos verificar se aconteceu falsificação de exames em jogos que já foram realizados”, esclareceu o delegado da PCPR, Luiz Carlos de Oliveira.

O inquérito terá duração inicial de 30 dias. O prazo de investigação pode ser ampliado.

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Paraná ultrapassa 50% do grupo prioritário vacinado com 1ª dose contra Covid-19

Mais da metade do grupo prioritário estabelecido pelo Ministério da Saúde recebeu a primeira dose (D1) da vacina contra a Covid-19 no Paraná. De acordo com o Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado alcançou nesta segunda-feira (31) a marca de 2.512.993 pessoas imunizadas com a aplicação inicial. O quantitativo equivale a 52,2% do conjunto formado por 4.812.142 paranaenses.

Desses, 1.172.102 concluíram o ciclo vacinal (24,3%), garantindo também a segunda dose (D2) e a proteção por completo. No total, os 399 municípios do Paraná aplicaram 3.685.095 doses.

“Contamos com a colaboração de todos os municípios para que possamos vacinar cada vez mais paranaenses”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Números que devem avançar significativamente nos próximos dias com a distribuição de mais vacinas por parte do Governo do Estado. Nesta segunda-feira, a Secretaria da Saúde encaminhou 37.440 doses produzidas pela Pfizer/BioNTech a 21 municípios paranaenses. Está prevista ainda a chegada nesta semana de uma nova remessa de imunizantes da AstraZeneca ao Paraná – a Fiocruz concluiu também nesta segunda a entrega de 6,5 milhões de doses ao governo federal.

 

Cronograma que permitiu ao Estado ampliar o alcance das pessoas a serem vacinas, com a recente inclusão de trabalhadores portuários, ligados à assistência social e população geral de 18 a 59 anos. “O objetivo do Estado e a orientação do nosso governador Ratinho Junior caminham juntos: descentralizar as doses rapidamente e fazer com que as vacinas cheguem até os paranaenses”, disse Beto Preto.

Faixas

Considerando os números absolutos, foram imunizados com a primeira dose 495.127 pessoas com idade entre 60 e 64 anos; 417.127 entre 60 a 64 anos; 347.624 trabalhadores da saúde; 305.203 entre 70 a 74 anos; 283.835 pessoas com comorbidades; 226.771 com mais de 80 anos; 207.957 entre 75 a 79 anos; e 52.256 trabalhadores da educação do ensino básico.

O painel aponta, ainda, que 34.196 primeiras doses foram destinadas para vacinar pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas; 16.912 para pessoas com doenças permanentes graves; 11.766 para forças de segurança e salvamento; 11.733 para gestantes e puérperas; e 9.209 para indígenas.

Além desses, também há registros de vacinação nos outros grupos prioritários elencados no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. O painel é abastecido com informações dos municípios.

Cidades

Também em números absolutos, segundo a ferramenta do SUS, Curitiba foi a que mais imunizou, com 669.348 aplicações, levando em consideração as duas doses, seguida por Maringá (217.228), Londrina (213.823), Cascavel (112.867), São José dos Pinhais (105.216), Ponta Grossa (87.270), Foz do Iguaçu (81.395), Colombo (54.823), Guarapuava (51.763), Paranaguá (48.593), Arapongas (41.501) e Toledo (40.549).

Já o ranking da vacinação elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que proporcionalmente os municípios com maior taxa de proteção com a primeira dosagem são São Jorge d’Oeste (43,48%), Diamante do Norte (42,65%), Pontal do Paraná (40,13%), Kaloré (35,84%) e Bom Jesus do Sul (33,77%).

Em relação à segunda aplicação, Nova Santa Bárbara (23,54%), Nova Laranjeiras (22,31%), Diamante do Norte (20,26%), Tamarana (19,61%) e São Jorge d’Oeste (19,50%) foram os que mais avançaram.

Ministros dizem que população será vacinada até o final do ano

Os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Economia, Paulo Guedes, disseram hoje (31) que o Brasil terá toda sua população vacinada até o final do ano. A fala foi feita por Queiroga e confirmada por Guedes em videoconferência, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021 – evento organizado pela Apex-Brasil, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo governo federal, voltado a investidores estrangeiros.

Fórum de Investimentos Brasil 2021,  ministro Marcelo Queiroga apresentou algumas oportunidades na saúde pública e suplementar.
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021 – Ministério da Saúde

“Como disse o ministro Queiroga, a vacinação em massa é a principal política econômica que podemos fazer por agora”, disse Guedes ao reafirmar a intenção do governo em garantir o retorno seguro dos trabalhadores brasileiros ao ambiente de trabalho. “Não faltarão recursos para [a importação e a produção de] vacinas”, garantiu o ministro da Economia.

Momentos antes, Queiroga disse ter “certeza de que até o fim do ano vamos conseguir imunizar todos os cidadãos”, e apontou como prioridade de sua pasta dar celeridade à campanha de vacinação e o reforço de medidas sanitárias. Ele acrescentou que a vacinação contribuirá para o crescimento da economia brasileira, e que, para cada 10% da população vacinada projeta-se um crescimento de 0,13 ponto porcentual para a economia do país.

Ambiente econômico

Em seu discurso, o ministro Paulo Guedes corroborou com as declarações do ministro da Saúde, no que se refere à correlação entre vacinação e melhora do ambiente econômico, e disse estar otimista com os resultados que o país vem apresentando em termos de receita.

Segundo ele, a expectativa é de que a economia tenha crescimento superior aos 3,5% projetados para este ano. Ainda de acordo com o ministro, os recordes de receita que vêm sendo registrados “demonstram o vigor da recuperação econômica” do país.

Guedes listou algumas medidas adotadas pelo governo, no sentido de garantir “emprego e proteção aos mais vulneráveis”, o que, segundo ele, possibilitou a manutenção de 11 milhões de empregos formais.