Paraná confirma novos 324 casos de dengue na última semana

O Paraná registrou na última semana novos 324 casos de dengue, segundo boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), nesta terça-feira (2). As informações são do Paraná Portal.

O registro apresenta alta em relação ao boletim anterior, quando 139 novos casos de dengue foram confirmados.

Desde o início do ciclo em agosto foram confirmados 2.270 casos e seis óbitos no Paraná. O levantamento deste ciclo da dengue irá durar até julho de 2021.

Já as notificações de dengue passaram de 23.043 para 24.791 nos últimos sete dias, sendo que 198 municípios do Paraná registraram ao menos um caso da doença.

“Estamos vivendo a pandemia pela Covid-19, mas as outras doenças não pararam de fazer vítimas, a dengue é uma delas. Porém, para prevenir a dengue, nós sabemos o que fazer, não é novidade. Precisamos acabar com espaços e objetos acumulados que acumulam água, esses são os criadouros do mosquito.”, explicou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Desde 1991, os casos da doença são acompanhados pela Secretaria Estadual da Saúde. Mas no último ciclo, o Paraná quebrou o recorde de casos confirmados e mortes, com 227.724 contaminações e 177 óbitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 971.136 casos de dengue no último ciclo, sendo que 91,7% dessas ocorrências foram concentradas entre os estados do Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

“Dentro da nossa casa, do nosso terreno, da nossa loja ou outro espaço que ocupamos, temos o dever de eliminar espaços e objetos que possam acumular água. Essa ação parece boba, mas é com a simplicidade que podemos eliminar as larvas do mosquito e não deixar que ele contamine pessoas”, finalizou o secretário.

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Abaixo-assinado de pais de alunos pede a volta às aulas presenciais em escolas do PR

Com a adoção de medidas mais pesadas de enfrentamento à propagação do novo coronavírus, as aulas presenciais nas escolas do Paraná estão proibidas de ocorrer, por determinação do decreto estadual anunciado na última sexta-feira (26). A ação deixou muitos pais e responsáveis pelas crianças ou adolescentes revoltados e um abaixo-assinado, que já atingiu mais de 21 mil pessoas, foi feito para cobrar respostas do governo do Paraná quanto à uma data de retorno das aulas. Vale reforçar que a educação é atividade essencial no estado

A petição pública foi criada no último fim de semana para cobrar das autoridades uma solução rápida para a questão. O decreto estadual é válido até o dia 8 de março e até lá, apenas alguns serviços que são considerados indispensáveis para a população podem funcionar, como mercados, farmácias, postos de gasolina, ótica e pet shops. O questionamento que os pais se fazem, é que por ser atividade essencial, as escolas teriam que estar abertas para atender os alunos.

 

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Secretário de saúde do Paraná anuncia novos leitos no HUOP e em cidades pequenas do Oeste

O Governo do Estado está ativando 66 leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com Covid-19 no Oeste paranaense. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Cascavel nesta quinta-feira (4) e anunciou a implantação de 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 enfermarias para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), além de mais 44 leitos clínicos em cidades pequenas da região: seis no Hospital Jesuítas, em Jesuítas; 12 no Hospital Santa Isabel, em Formosa do Oeste; e 16 no Hospital Santo Antônio, em Guaraniaçu.

O secretário acompanha, ainda nesta quinta, a visita do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a unidades de referência para o atendimento à Covid-19 na cidade, onde a taxa de ocupação das UTIs já chegou há alguns dias em 100%. A região Oeste é uma das mais críticas do Estado, com as UTIs chegando a 98% de ocupação – a média do Estado também é alta e está em 96%.

Na quarta-feira (3), o governo já tinha anunciado a ampliação da estrutura de Covid em Cascavel, com a implantação de 32 leitos, os 22 do HUOP e outras 10 UTIs no Hospital Municipal. “Estamos no limite. Não temos mais tempo de discutir se as medidas restritivas são importantes ou não, elas são fundamentais enquanto não chega a vacinação em massa. Temos limites físicos para ampliar ainda mais o atendimento dos hospitais”, afirmou o secretário.

Em Cascavel, Pazuello visitou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília, o Ambulatório Médico de Especialidades do município e a nova sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop), juntamente com o secretário de Atenção Primária da pasta (SAPS), Raphael Parente, e o secretário de Atenção Especializada (SAES), Luiz Otávio Franco Duarte.

“Estamos em um dos estados que tem a melhor estrutura de saúde do País e confiamos na capacidade de atendimento do Paraná”, afirmou. “Precisamos aumentar a capacidade de entrega de leitos de UTI e de enfermaria, e é isso que o Estado está fazendo, com a abertura de mais de 1,4 mil UTIs no último ano”.

O ministro também acompanha o andamento da vacinação contra a Covid-19 no município e, junto com o secretário Beto Preto, fez a entrega formal de novas doses de imunizantes. Além das 7.360 encaminhadas quarta-feira (03) pelo governo, o Ministério da Saúde disponibilizou um fundo extra com 6 mil conjuntos de vacinação para o município. “Com a estabilidade que devemos alcançar com a fabricação nacional, teremos entregas semanais de vacinas, até para não ter grandes estoques nos municípios”, disse Pazzuello.

 

REFORÇO – O HUOP é administrado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e foi um dos primeiros a integrar a estrutura de retaguarda para a pandemia no Estado, quase um ano atrás, e conta atualmente com cerca de 50 leitos exclusivos para o atendimento à Covid-19.

“As estruturas do município estão sobrecarregadas. Por isso, mesmo cansados não iríamos nos furtar de ajudar a população”, afirmou o diretor-geral da unidade, Rafael Muniz de Oliveira. “Esses novos leitos são uma ampliação, não estamos trocando leitos de atendimento geral pelos de Covid nem reduzindo o atendimento à doença em outras áreas do hospital”.

 

O reitor da Unioeste, Alexandre Weber, destacou as dificuldades para ampliar a estrutura hospitalar. “Chegamos ao máximo da nossa capacidade. Há um esforço da Secretaria e de quem atua na área da saúde para que as pessoas não fiquem sem assistência, mas há uma limitação de profissionais, que não vão conseguir trabalhar no ritmo atual por muito mais tempo”, salientou.

“Se os trabalhadores da saúde estão fazendo esse sacrifício para tratar da população, é preciso que todos façam sua parte para reduzir as contaminações, façam o isolamento social, usem máscara e higienizem as mãos, não existe outro caminho”, acrescentou Weber.