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Famílias de baixa renda inscritas em programas sociais do governo passarão a ser incluídas, automaticamente, como beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica. Com isso, mais de 11,5 milhões de famílias podem passar a receber o benefício, com descontos de até 65% na fatura mensal da conta de luz, somando-se aos 12,3 milhões de famílias de baixa renda que já usufruem da redução.

O protocolo que permite o cadastramento automático dessas famílias foi assinado nesta terça-feira (30), na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de diversos ministros. Antes, era necessário que cada família beneficiária de programa governamental requeresse individualmente o benefício, o que retardava e dificultava o processo, pois a maior parte era humilde, muitas moradoras de regiões distantes.

Para o presidente Bolsonaro, o benefício imediato é a desburocratização do processo, beneficiando o maior número de pessoas com iniciativas de repasse de renda.

“Basicamente, se resume na redução de burocracia, o que estamos fazendo desde quando assumimos em 2019. Essa medida veio a calhar. Estamos vivendo um período – peço a Deus – que seja pós-pandemia. Onde as consequências das medidas adotadas no passado, para combater o vírus, nos levaram a essa situação, de aumento de inflação. Essas medidas são aos mais humildes que atingem, ao informal, porque o Brasil, conosco, criou mais empregos de carteira assinada, mesmo durante o ano mais grave da pandemia. Então os mais vulneráveis e humildes são atingidos por esta medida, reduzindo a conta de luz”, disse o presidente.

Bolsonaro destacou também o aumento no número de empregos que estão sendo criados, apesar do país recém começar a sair da crise econômica mundial resultante da pandemia.

“Lembro que nos anos de 2015 e 2016, sem pandemia, o Brasil perdeu 2,5 milhões de empregos. E o nosso governo, mesmo com a pandemia, já criou 2,5 milhões de empregos. Isto é trabalho de todos, não apenas meu, dos ministros, dos secretários, mas de todos os servidores públicos que colaboram conosco nesta empreitada. Temos tudo para sermos uma grande Nação e a seremos, se Deus quiser”, finalizou Bolsonaro.

Os critérios para receber a tarifa social continuam os mesmos: têm direito a ela as famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal menor ou igual a meio salário-mínimo por pessoa, e também as famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento – nesse caso com renda mensal de até três salários-mínimos. Também têm direito as famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

via redação Busão Curitiba

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consumidor brasileiro economizou R$ 2 milhões em compras no primeiro semestre de 2022

Em um cenário marcado pela inflação alta, a ceia de Natal deve ficar mais cara para as famílias brasileiras em 2021. Carnes de frango e bovina, ovos, pães, bacalhau e vinhos fazem parte da lista de produtos relacionados à data festiva que registraram aumento de preços no período de 12 meses.

O avanço dos itens no acumulado vai até a faixa dos 27%, aponta um levantamento do economista Matheus Peçanha, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O pesquisador selecionou dez produtos, cuja variação de preços consta no IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor-10). O indicador é calculado pelo FGV Ibre em sete capitais –Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o frango inteiro é o item da ceia de Natal que mais subiu. O item disparou 27,34%, seguido pelo aumento dos ovos (20,05%).

Conforme Peçanha, o forte avanço dos preços reflete uma combinação de ingredientes, que vai desde a demanda aquecida no mercado internacional por proteína animal até a pressão de custos para os produtores no campo.

Rações, por exemplo, fazem parte dos insumos usados na criação de frangos e na produção de ovos. Durante a pandemia, o item foi pressionado pela valorização da soja e do milho no mercado internacional.

Essas commodities subiram com o dólar mais alto e a demanda aquecida. Também houve impacto da seca e do registro de geadas no país, que causaram perdas em parte das lavouras.

“Os preços para o consumidor refletem uma soma de fatores. Houve problemas climáticos, impacto da taxa de câmbio, além dos custos logísticos maiores com a alta do óleo diesel, por exemplo”, aponta Peçanha.

Após frango e ovos, a maior alta entre os produtos associados à ceia de Natal foi registrada pelas carnes bovinas: 18,68%.

A demanda aquecida no mercado internacional também incentivou exportações durante a pandemia, elevando os preços dentro do país.

Essa pressão, contudo, ficou menor após os embarques para a China serem suspensos em setembro, quando houve registro da suspeita de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil.

Em 12 meses, a inflação da ceia de Natal também é impactada pela elevação dos preços de azeite (13,69%), pães de outros tipos (11,12%), bacalhau (7,98%), vinhos (7,77%), lombo suíno (6,48%) e pernil suíno (3,44%), segundo os dados do IPC-10.

Diante da escalada inflacionária, a substituição de itens da data festiva virou uma tarefa mais complicada neste ano, avalia Peçanha.

O único dos dez produtos da lista elaborada pelo pesquisador que registrou queda em 12 meses foi o arroz (-4,45%).

Segundo o economista, a redução ocorreu após disparada no ano passado e, em parte, está relacionada a melhores condições de safra no Sul do país.

O presidente da Asserj (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, também avalia que o cenário para o Natal é de preços pressionados.

“A gente precisa entender que parte dos produtos, como bacalhau e vinhos, é importada. Há o impacto da alta do dólar. Vai ser um Natal de preços pressionados”, diz o dirigente.

“Para o ano que vem, a gente espera uma estabilização dos preços ou até uma baixa. A inflação não é boa para ninguém. A gente vive de vender em volume, e não de vender caro. Cada centavo faz diferença”, completa.

via redação Busão Curitiba

Indústria paranaense cresceu 11,2% entre janeiro e outubro de 2021, segundo IBGE

A indústria paranaense é a terceira que mais cresceu no Brasil de janeiro a outubro de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com 11,2% de aumento na produção industrial, o Estado fica apenas atrás de Santa Catarina (13,8%) e Minas Gerais (12%), e 4,5 pontos percentuais acima da média nacional. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), publicados nesta quinta-feira (9).

“O Paraná vem batendo recordes na geração de empregos: foram 176 mil só neste ano. O crescimento da produção industrial do Estado na recuperação econômica pós-pandemia está no mesmo caminho, mostrando a força que temos para nos desenvolver e gerar renda. Crescemos em 2021 e vamos entrar em 2022 com uma boa perspectiva”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O aumento no acumulado é liderado pelo setor de fabricação de máquinas e equipamentos, que cresceu 63,6% com relação ao mesmo período do ano anterior. Em segundo lugar está a indústria de fabricação de veículos automotores, com crescimento de 36,3%.

Outros destaques são a fabricação de produtos de madeira (29,2%), produtos de metal (24,3%), produtos de minerais não metálicos (15,7%), indústrias de transformação (11,2%), fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,7%), produtos químicos (7,7%), bebidas (6,8%), produtos de borracha e material plástico (4,8%), e fabricação de móveis (4,5%).

Apresentaram queda apenas os setores de produtos alimentícios (-6,5%) e produtos de celulose, papel e produtos de papel (-1%). Já o setor de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis não apresentou variação.

OUTUBRO – A pesquisa também mostra que o Paraná foi um dos nove dos 15 locais pesquisados a apresentar crescimento no mês de outubro, com uma evolução de 0,6% em relação a setembro. Neste quesito, a média brasileira foi de -0,6%, com cinco regiões apresentando decréscimo e sem apresentar variação. As expansões mais elevadas foram identificadas no Nordeste (5,1%), Mato Grosso (4,8%) e Ceará (4,1%).

12 MESES – No comparativo dos últimos 12 meses, o Paraná apresenta o segundo melhor resultado nacional. Com crescimento de 12%, o Estado fica apenas atrás de Santa Catarina, que avançou 13,9%. Com relação à média nacional, o resultado fica 6,3 pontos percentuais acima da média do País.

Entre novembro de 2020 e outubro de 2021, o setor que puxou o crescimento foi a fabricação de máquinas e equipamentos, com 61,4% de evolução. Na sequência, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou 29,9% de crescimento.

Os demais setores que avançaram nos últimos 12 meses foram fabricação de produtos de madeira (29%), fabricação de produtos de metal (28,4%), produtos de minerais não-metálicos (18,2%), indústrias de transformação (12%), fabricação de máquinas e materiais elétricos (11,6%), fabricação de bebidas (7,7%), fabricação de móveis (6,5%), fabricação de produtos de borracha e de material plástico (5,7%), outros produtos químicos (5,6%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

Os únicos recuos foram fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-0,9%) e fabricação de produtos alimentícios (-4,5%).