Vacinação do Brasil pode começar a partir de 10 de fevereiro, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde negou, neste domingo 3, que anunciará a data de início da vacinação na segunda-feira 4. A informação foi divulgada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

“O Ministério da Saúde informa que não será divulgada oficialmente data de vacinação nesta segunda feira, embora esteja-se trabalhando incansavelmente para anunciar a data o mais brevemente possível”, diz a nota da pasta ao site Poder 360.

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Governo dá aval a compra de vacinas privadas contra Covid e envolve fundo de investimento

O governo enviou uma carta à fabricante AstraZeneca na qual dá aval para que empresas privadas brasileiras possam adquirir um lote de 33 milhões de doses de vacina desde que metade do lote seja doado ao SUS (Sistema Único de Saúde), como revelou o Painel, da Folha de S. Paulo, nesta segunda (25).

Na carta, encaminhada em inglês na sexta-feira (22), o governo envolve o fundo de investimento BRZ na negociação. Leia mais em Paraná Portal.

Fiocruz esclarece negociação de doses prontas da vacina de Oxford

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclareceu, por meio de nota publicada hoje (25), que negocia a importação de um novo lote de doses prontas da vacina AstraZeneca/Oxford, mas que ainda não foi acertado o número de doses. As informações são da Agência Brasil.

A importação de doses prontas é uma estratégia adicional da fundação para adiantar a vacinação, enquanto não recebe o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) necessário para iniciar a produção das doses no Brasil. Na semana passada chegaram ao país 2 milhões de doses fabricadas no Instiuto Serum, na Índia, que também é parceiro da AstraZeneca.

O acordo da Fiocruz com a empresa europeia e a Universidade de Oxford previa que o Instituto de Tecnologia em Imunobiolóigicos (Bio-Manguinhos) receberia em janeiro dois lotes do IFA, suficientes para a produção de 7,5 milhões de doses cada um, permitindo assim a produção das primeiras 15 milhões de doses em território nacional.

Segundo a Fiocruz, o primeiro lote do IFA está pronto para embarque na China, onde é produzido, e aguarda apenas a  emissão da licença de exportação e a conclusão dos procedimentos alfandegários. Apesar disso, a previsão, ainda sem confirmação, é que a carga pode ser enviada em 8 de fevereiro.

A fundação garante que a AstraZeneca “tem tomado todas as medidas possíveis para proceder com o embarque dos ingredientes no menor prazo possível e conta com o apoio do governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Saúde, nas conversas com as autoridades competentes para proceder com o embarque do IFA”.

A programação inicial previa que, a partir de janeiro, a Fiocruz receberia um lote de IFA a cada duas semanas, totalizando 14 lotes, que seriam suficientes para produzir 100,4 milhões de doses da vacina no primeiro semestre.

A partir do segundo semestre, o acordo de transferência de tecnologia prevê que Bio-Manguinhos nacionalize a produção dos ingredientes, tornando-se autossuficiente para a produção de mais 110 milhões de doses até o fim de 2021.

A Fiocruz divulgou ainda que, mesmo que sejam necessários ajustes no início do cronograma de produção, a previsão de produzir 50 milhões de doses até abril e 100,4 milhões até julho, a partir do IFA importado, está mantida. A fundação também reforça a meta de entregar ao Programa Nacional Imunizações 110 de milhões de doses com IFA nacional no segundo semestre.

Quando os primeiros carregamentos do IFA chegarem à Bio-Manguinhos, a Fiocruz prevê que a produção poderá começar com um ritmo de 700 mil doses por dia, chegando 1,4 milhão de doses por dia até o final de março.