Usinas de cana-de-açúcar do interior Paraná se unem para diminuir custos e aumentar competitividade na exportação

No interior do Paraná, produtores e usinas de cana-de-açúcar se uniram para criar terminais de transbordo conjuntos com capacidade para armazenar 100 mil toneladas do produto. A ideia fez com que os custos caíssem e a competitividade na hora de exportar aumentasse.

“Nós criamos um padrão de produto, seja ele produzido por qualquer usina, ele é semelhante”, afirmou o presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Tranin.

 

O açúcar produzido por diversas propriedades embarca junto pelas ferrovias do estado, que levam até o Porto de Paranaguá. “Na hora que está embarcando no Porto, sabemos que o produto é igual e isso dá uma celeridade que traz ganhos às usinas do estado”, disse Tranin.

Outra mudança que trouxe mais competitividade para o setor paranaense foi a criação de um terminal de embarque exclusivo para o produto, com capacidade para carregar até 36 mil toneladas por dia nos navios.

O gerente do terminal de embarque, Eric Ferreira de Souza, explicou que o sistema é todo interligado.

“A velocidade do carregamento ajuda no embarque de navio cada vez mais rápido. Na época de safra, o período varia de três a cinco dias”, comentou.

Com mais agilidade, a oferta dos produtores chamou a atenção de outros países. Na última safra, o Paraná exportou 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Para os países árabes, a venda somou US$ 350 milhões, tendo como principal destino o Iraque.

“Nós estamos renovando em uma velocidade maior o canavial, buscando uma produtividade maior. Acho que ainda nós temos muito a ganhar com toda essa logística que foi construída no estado”, declarou o presidente da Alcopar.

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Governo dá aval a compra de vacinas privadas contra Covid e envolve fundo de investimento

O governo enviou uma carta à fabricante AstraZeneca na qual dá aval para que empresas privadas brasileiras possam adquirir um lote de 33 milhões de doses de vacina desde que metade do lote seja doado ao SUS (Sistema Único de Saúde), como revelou o Painel, da Folha de S. Paulo, nesta segunda (25).

Na carta, encaminhada em inglês na sexta-feira (22), o governo envolve o fundo de investimento BRZ na negociação. Leia mais em Paraná Portal.

Estado investirá R$ 450 milhões em infraestrutura escolar

O Governo do Paraná irá investir R$ 450 milhões em infraestrutura escolar em 2021. Os recursos destinados irão assegurar a realização de obras e a oferta dos serviços de alimentação e transporte escolar. O valor ainda serve para o repasse de recursos descentralizados para as escolas contratação de serviços e compra de materiais. Também está prevista a entrega de mobiliários e equipamentos. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

O Instituto colocará em prática diversas ações para este ano. ‘‘Temos o compromisso de contribuir com a melhoria da qualidade da educação paranaense. E isto é feito também com ações de infraestrutura. E trabalhamos para realizar mais de 400 projetos de engenharia, oferecer alimentação e transporte para os alunos paranaenses’’, disse o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Alessandro Oliveira.

OBRAS – Para 2021 a Fundepar prevê o projeto e a contratação de mais de 400 obras com investimento na ordem de R$ 200 milhões. Ao longo do ano serão executadas 68 obras que já foram contratadas no ano passado, em 47 municípios, com valores que ultrapassam R$ 41,3 milhões. Além disso, serão fortalecidos sistemas para gestão de informações, projetos, orçamento e documentação das obras.

SALAS DE MADEIRA – No Paraná existem 415 salas de aula de madeira em 145 escolas estaduais, em 81 municípios de 28 regionais de ensino. Todas elas serão substituídas por novos modelos que vão oferecer mais segurança, conforto, acessibilidade, com melhores iluminação e ventilação.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – No primeiro semestre de 2021, mais de R$ 50 milhões serão investidos na aquisição de produtos alimentícios convencionais. E o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) repassará aproximadamente cerca de R$ 75 milhões para contratação de agricultores familiares.

MAIS MERENDA – O Mais Merenda será retomado em 2021. Cerca de 67 mil estudantes foram beneficiados com o projeto-piloto que estava sendo realizado em 210 escolas dos Núcleos Regionais de Educação de Irati, Ivaiporã, Laranjeiras do Sul e Pitanga, além do município de Turvo, e que foi descontinuado devido à suspensão das aulas por causa da pandemia. O projeto acompanha o retorno gradativo das aulas na rede estadual de ensino.

MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS – Serão entregues mais de 15,5 mil unidades de mobiliário para as escolas estaduais. O investimento ultrapassa R$ 12,7 milhões e os contratos já foram assinados pelas empresas. São 7.730 equipamentos em inox para cozinha (estantes, balcões e carrinhos de apoio) no valor acima de R$ 7 milhões. Outros 2.700 conjuntos escolares para alunos e professores (mais de R$ milhão) e 5.100 conjuntos de refeitório (mais de R$ 4 milhões) também foram adquiridos.

TRANSPORTE ESCOLAR – Até o primeiro semestre deste ano serão investidos mais de R$ 75 milhões para a renovação da frota escolar, resultado da parceria do Governo do Estado com a bancada federal do Paraná. A previsão é que seja entregue 168 novos ônibus; 45 ônibus já foram entregues para comunidades rurais e ribeirinhas. Serão 39 municípios contemplados com os veículos em diferentes regiões do Estado.

FUNDO ROTATIVO – A Fundepar é responsável pelo Fundo Rotativo, que repassa recursos financeiros diretamente às escolas e traz agilidade na hora de efetuar pequenos reparos na infraestrutura ou fazer compras de materiais de expediente, limpeza ou pedagógicos.

A aplicação dos recursos é feita mediante aprovação e acompanhamento da comunidade escolar. Para receber o dinheiro, as escolas precisam estar com as prestações de conta regularizadas.

MÃOS AMIGAS – As atividades do Mãos Amigas, que utiliza mãos de obra de detentos para manutenção de prédios escolares, serão ampliadas para os municípios de Cascavel e Cruzeiro do Oeste. Desde o início do programa em 2012, foram 563 instituições de ensino atendidas, com economia gerada em torno de R$ 9 milhões.