STF apura suspeita de ataque hacker e tira site oficial do ar

O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém seu site oficial fora do ar desde a manhã de ontem (6) devido a uma suspeita de ataque hacker contra os sistemas da Corte. A Polícia Federal (PF) foi acionada para auxiliar na apuração do episódio, em investigação sigilosa.

Em nota de esclarecimento, o Supremo afirmou ter identificado acessos “fora do padrão” na quinta-feira (6), o que levou os técnicos do tribunal a restringir o acesso ao portal da Corte, como medida de segurança.

“O acesso fora do padrão foi contido enquanto ainda estava em andamento e, segundo informações preliminares, somente dados públicos ou de características técnicas do ambiente foram acessados, sem comprometimento de informações sigilosas”, diz a nota.

A interrupção do acesso ao portal do Supremo deve resultar no prolongamento de prazos processuais e no adiamento da sessão do plenário virtual que estava marcada para se encerrar nesta sexta-feira (7).

“O STF lamenta eventuais transtornos causados a cidadãos, operadores do direito, jornalistas, entidades e empresas em razão da interrupção momentânea do serviço, mas ressalta absoluto compromisso com a transparência e a segurança da informação”, diz a nota divulgada pelo Supremo.

Segundo a versão oficial, não houve tentativa de “sequestro” dos sistemas do Supremo, como ocorreu com o Superior Tribunal de Justiça em novembro do ano passado, mas somente uma tentativa de extração de dados públicos muito acima do normal, o que disparou os alertas de segurança.

Apesar do portal do Supremo ter sido derrubado, o que impede o acesso do público em geral a informações sobre os processos, segue em funcionamento o sistema de peticionamento eletrônico da Corte, que permite o acesso das partes aos autos dos processos por meio de um login com certificação digital.

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Aniversário de Foz do Iguaçu terá live sobre atrativos da cidade

O aniversário de 107 anos de Foz do Iguaçu será marcado por uma live sobre atrativos, novidades e tendências do turismo da cidade. As apresentações fazem parte do “Iguassu Talks”, atividade que integra a programação Conexão Cataratas Online, será realizada nesta quinta-feira (10), às 9h.

Durante a live – que será transmitida canal do Youtube do Festival das Cataratas – os representantes dos atrativos terão até cinco minutos para contar detalhes sobre os produtos ou serviços oferecidos. Para a ação, já estão confirmados: Blue Park Foz, Movie Cars, Dreams Park Show, Grupo Bella Itália e Parque das Aves.

Os internautas também poderão se comunicar diretamente com os representantes dos atrativos durante a live. Para isso, basta apontar a câmera do celular para o QR code exibido na tela.

O Conexão Cataratas Online faz parte da programação prévia da Feira de Turismo e Negócios, que será realizada presencialmente em Foz do Iguaçu nos dias 1, 2 e 3 de dezembro. Para se inscrever e saber mais sobre a programação, acesse https://conexaocataratas.festivaldascataratas.com/.

Covid-19: Fiocruz recebe bancos de células e vírus para produzir IFA

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) recebeu hoje (2), no Rio de Janeiro, um banco de células e outro de vírus para iniciar a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina contra a covid-19. A fabricação do insumo tornará o país autossuficiente na produção da vacina Oxford/AstraZeneca na Fiocruz, substituindo o IFA importado da China.

Ao receber os bancos, a presidente da fundação, Nísia Trindade, comemorou a produção do IFA como uma forma de dar autonomia à produção da vacina e fortalecer o complexo econômico e industrial da Fiocruz.

“Esperamos dar, de uma forma significativa, mais essa contribuição ao nosso país e apoiar o esforço global de controle dessa pandemia e de superação desse grave quadro de crise”, disse.

Os bancos de células e vírus são a base para a produção do IFA e chegaram ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 8h03, vindos dos Estados Unidos. O banco de células foi enviado em nitrogênio líquido, mantido a uma temperatura de aproximadamente -150ºC, e o banco de vírus em gelo seco, a cerca de -80ºC.

Descongelamento

O descongelamento do material será a primeira etapa do trabalho, que passará por uma série de passos de produção e controle de qualidade que duram cerca de 45 dias. A vacina Oxford/AstraZeneca utiliza adenovírus de chimpanzé modificados geneticamente para carregar informações genéticas do coronavírus e despertar a resposta imune do corpo humano.

Esses vírus precisam ser multiplicados em biorreatores, em ambiente controlado, e filtrados para a produção de um concentrado viral puro que é novamente congelado para aguardar a formulação da vacina, quando é diluído em outras substâncias como termoestabilizadores capazes de fazer com que a vacina resista em refrigeradores comuns.

Bio-Manguinhos produzirá dois lotes de pré-validação e três de validação do IFA, que precisarão ser verificados pela AstraZeneca em um teste de comparabilidade que será feito no exterior.

Além disso, a Fiocruz vai abrir um novo processo de submissão contínua para alterar o registro da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência reguladora precisa autorizar a mudança no local de fabricação do IFA para que as doses possam começar a ser entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que está previsto para outubro.

Até o momento, Bio-Manguinhos já recebeu os certificados de Boas Práticas de Fabricação (cBPF) e de condições técnico-operacionais (CTO), que permitem o início da produção, mas não são o suficiente para autorizar a aplicação das doses na população.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, estima que a capacidade de produção de IFA na Fiocruz poderá permitir a fabricação de 15 milhões de doses por mês. O instituto vai iniciar a produção em grande escala antes da aprovação da Anvisa, para já ter um estoque de doses prontas quando a agência autorizar o uso.

Plataforma revolucionária

O vice-presidente de produção e inovação da Fiocruz, Marco Krieger, ressaltou que o Brasil começará a produzir IFA nacional de uma plataforma tecnológica revolucionária.

“Estamos vendo uma revolução no mundo nesse campo das vacinas. A ciência deu uma resposta muito rápida e temos aqui a satisfação de, no primeiro ano em que essas tecnologias estão sendo utilizadas no enfrentamento da emergência sanitária, temos a oportunidade de fazer a produção 100% nacional”, disse ele.

Acrescentou que “a gente precisa pensar em usar as novas tecnologias para os novos desafios, mas também para os velhos problemas. Receber a tecnologia tem um duplo significado para a gente usar essa tecnologia em vários cenários associados à saúde pública”.