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 Foi assinado hoje em Foz do Iguaçu o novo contrato entre o Governo do Estado e o Hospital Costa Cavalcanti, que vai garantir a abertura de 4 novos leitos de UTI neonatal e 5 de UTI pediátrica na instituição.

O documento foi assinado pelo Governador Ratinho Junior; pelo Secretário da Saúde, Beto Preto; pelo Líder do Governo e representante de Foz em Curitiba, deputado Hussein Bakri; pelo prefeito Chico Brasileiro; e pelo diretor-superintendente do hospital, Fernando Cossa.

O novo contrato – o anterior se encerrou em março – amplia o repasse mensal para o hospital de R$ 2,8 milhões para R$ 3,4 milhões e tem validade de 60 meses.

Os 9 novos leitos materno-infantil custeados pelo Estado se somam a outros 9 já habilitados pelo Ministério da Saúde e pagos em parceria com a União.

“Vínhamos trabalhando desde o início do ano na solução dessa demanda que sensibiliza a todos por envolver crianças. Com esses recursos, será possível atendê-las aqui mesmo em Foz, sem a necessidade do deslocamento até Curitiba em alguns casos. O objetivo do Governo é regionalizar cada vez mais o atendimento à saúde, levando-o para mais perto dos paranaenses”, destacou o deputado Hussein Bakri.

No evento, Beto Preto também confirmou a liberação de uma emenda parlamentar do Líder do Governo no valor de R$ 3 milhões para a realização de cirurgias eletivas pelo SUS em Foz, que ficaram suspensas durante a pandemia e geraram uma fila de cerca de  mil pessoas.

Participaram da solenidade o Vice-Líder do Governo, deputado Gugu Bueno; o deputado federal Paulo Martins; a secretária municipal de Saúde, Rosa Jeronymo; o vereador Adnan El Sayed; a diretora da 9ª Regional de Saúde, Iélita Santos; e Daltron Vilas Boas Rocha, representando Itaipu.

 

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O transporte coletivo de Foz do Iguaçu, uma reflexão por Licério Santos

Uma reflexão sobre o transporte coletivo de Foz do Iguaçu por Licério Santos

“A cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público”.

A frase do urbanista ex-prefeito de Bogotá, Enrico Peñasola, que implantou os BRTs (bus rapid transit) na capital do Colômbia, pode resumir o conceito da nova vida urbana nas cidades.

Já chegamos ao senso comum, depois de muitos estudos, que o transporte coletivo é uma das melhores soluções, não a única, para a mobilidade urbana, ou seja, para o deslocamento das pessoas da casa ao trabalho principalmente, e para os afazeres do cotidiano.

O desafio, cada vez mais premente, é buscar a equação entre o custo operacional de um sistema, sem onerar investimentos em áreas prioritárias como a saúde e a educação, e oferecer um transporte de qualidade, ágil e eficiente. É justamente esse desafio que enfrentamos em Foz do Iguaçu e não de hoje, vem desde o final dos anos de 1970.

Mesmo antes da pandemia, enfrentávamos gargalos, superlotação, deficiências de concessões mal feitas e de certa fadiga nos sistemas implantados pelo mundo inteiro. Após a covid e com a guerra da Ucrânia e a Rússia, esse quadro se tornou mais agudo com a inflação e com escalada dolarizada de aumentos do óleo diesel.

O que já não era bom se tornou mais complicado ainda. Mesmo Curitiba, referência internacional do transporte público – inclusive serviu de modelo para Bogotá -, apresenta atualmente uma situação preocupante e o modal da capital paranaense se mantém com a tarifa de R$ 5,50 e subsídios em torno de R$ 130 milhões anuais.

Pode-se dizer que não há como comparar Curitiba e Foz do Iguaçu. Mas numa rápida pesquisa, se constata que a maioria das grandes e médias cidades tiveram que lançar mão de reajuste de tarifas e de subsídios: Ponta Grossa (R$ 5,50 em novembro de 2021) e Cascavel (R$ 4,50 em maio). Londrina e Maringá até reduziram o valor da tarifa, mas aumentaram os subsídios. Em Londrina, para uma redução de R$ 0,25 no valor da passagem, a prefeitura concedeu R$ 25,2 milhões em subsídios.

Em Foz não foi diferente. O valor do diesel aumentou 113,81% desde novembro de 2020. Desde março, quando a prefeitura assinou o contrato emergencial na operação do transporte coletivo, o diesel aumentou 48,09%. Somente em 2022, até o último dia 18 de junho, o aumento deste combustível – o principal insumo no cálculo das tarifas – somou  56,09%, enquanto a tarifa foi reajustada nesta segunda-feira (4) em 9,75% (R$ 4,50 no cartão e R$ 2,25 para estudantes).

Buscamos uma tarifa justa para evitar, neste momento, o colapso do sistema. O transporte urbano de Foz tem mais de 45 anos e o fluxo de pessoas nas áreas adensadas mudou muito. A primeira intervenção foi em 1985 e as ligações mais importantes eram entre as regiões do São Francisco, o canteiro de obras da Itaipu Binacional e o centro da cidade. A partir de 1990, o fluxo maior pendeu para as regiões do Porto Meira e Ponte da Amizade.

Ainda nos anos de 1990, foi implantado o Transcol, em 2010, uma nova concessão foi feita e em 2020, uma nova intervenção. Todas as intervenções no sistema procuraram um bom serviço à população, mas de resultados pífios, o que refletiu – isso no mundo inteiro – numa queda sensível no número de usuários.

Chegamos a 2022, uma nova realidade. A procura pelo transporte coletivo aumentou devido ao preço da gasolina. Aumentou também a procura de ciclovias e o incentivo de governos municipais e estaduais para utilização desse modal (ampliação da malha cicloviária, bicicletários e aluguel de bicicletas), as plantas das montadoras já começam a mudar para a produção de veículos elétricos, cada vez menores.

Grandes cidades no mundo, como Londres, têm restrições à circulação de carros em áreas adensadas; outras, como a própria Curitiba, têm as vias calmas (com a redução sensível de velocidade), além das canaletas exclusivas para ônibus. Há cidades que estimulam a circulação a pé com a criação de espaços, calçadões e quarteirões fechados. E ainda os horários diferenciados de trabalho (por exemplo entre 7h, 8h, 9h e 10h para as entradas e 17h, 18h, 19h e 20h para as saídas) e o uso de caronas, aplicativos e táxis compartilhados.

Todas essas propostas não eliminam e até incentivam mais ainda o uso do transporte urbano e também encaminham novas soluções. Como o subsídio federal para segmentos (idosos, jovens e estudantes – vale lembrar que em Foz, o estudante vai pagar R$ 2,25 na tarifa). Um exemplo, está em trâmite na Câmara de Deputados que deve votar um subsídio de R$ 5 bilhões aos idosos que usam o transporte coletivo em todo país. Em Foz, isso representa cerca de 30% dos usuários, uma vez que a cidade já adota a gratuidade para o idoso a partir dos 60 anos, não a partir dos 65 anos.

Há 27 cidades em todo país que praticam a tarifa zero, mas seus sistemas de transporte são pequenos e pouco impactam nos orçamentos das prefeituras. E a proposta da tarifa zero que seria bancada pela Cide (contribuição de intervenção no domínio econômico incidentes sobre o comércio de combustíveis) que arrecada R$ 72 bilhões por ano e que pode incluir, segundo o Instituto Brasil Transportes, mais 37 milhões de usuários, além dos 39 milhões de brasileiros que usam o ônibus.

Todas essas propostas, questões e soluções estão na mesa do debate para a licitação da concessão do novo sistema do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. Além de uma tarifa que não penaliza o usuário, vamos assegurar um transporte coletivo de qualidade que se torne, realmente, o principal modal da cidade e cumprindo com a premissa de uma Foz ambientalmente sustentável e socialmente justa.

Licério Santos é diretor-superintendente do Foztrans (Instituto de Trânsito de Foz do Iguaçu).

Cartão Cidadão dá desconto de R$ 0,50 na nova tarifa do transporte coletivo de Foz

Estudantes terão R$ 0,25 sobre a metade da passagem; Reajuste entra em vigor nesta segunda-feira (04)

O Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu – Foztrans reforça que, a partir desta segunda-feira (04), entram em vigor os novos valores da tarifa do transporte coletivo. As novas tarifas são de R$ 5,00 e de R$ 2,50 para estudantes. Os usuários que utilizarem o Cartão Cidadão pagarão R$ 4,50, e R$ 2,25 – no caso dos estudantes.

Com o desconto de R$ 0,50, o aumento será de 9,75%, valor muito abaixo do principal impacto que o transporte coletivo sofreu com os sucessivos reajustes do óleo diesel. Somente este ano, até o último dia 18 de junho, os reajustes somaram 56,09%. Desde março, quando a Prefeitura assinou o contrato emergencial para a operação do transporte coletivo, o diesel aumentou 48,09%.

Para aliviar este impacto e garantir que os custos não sejam repassados de forma integral aos usuários, a prefeitura irá enviar uma nova proposta de suplementação orçamentária à Câmara Municipal para subsidiar estes valores.

Ainda de acordo com o diretor superintendente do Foztrans, Licério Santos, foi enviado um ofício esta semana à Viação Santa Clara – empresa responsável pela operação do transporte coletivo -, informando que os usuários e empresas que fizeram a recarga do Cartão Cidadão antes do dia 01 de julho seguirão pagando R$ 4,10 por 30 dias – ou seja, até o final do mês. “Foi um cuidado que nós tomamos, em respeito à população e às empresas”, destacou Licério.

com informações do CabezaNews, parceiro do Busão Foz