Primeiro biodigestor do município de Foz entra em operação no Cmei Nídia Benitez

Equipamento transforma resíduos orgânicos em gás de cozinha e adubo liquido, gerando sustentabilidade e economia aos cofres públicos

Os resíduos orgânicos produzidos no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Profª Nídia Benitez, na Vila Solidária, passaram a ter um destino ecologicamente correto com o funcionamento do primeiro biodigestor instalado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu. Através do equipamento, o lixo orgânico é transformado em gás de cozinha para a produção da merenda e biofertilizante, para adubar a horta da unidade escolar.

A instalação ocorreu há cerca de 20 dias e nesta terça-feira (29) o funcionamento foi acompanhado pelo prefeito Chico Brasileiro, secretários, vereadores, professores e alunos do Cmei. Este é o primeiro de 100 equipamentos que serão instalados pelo município até junho de 2023, gerando sustentabilidade e economia aos cofres públicos.

“Quando pensamos no amanhã das crianças, precisamos pensar na destinação correta dos materiais orgânicos e recicláveis. É através de processos como este que vamos garantir um futuro melhor para todos. Cuidar da natureza, do meio ambiente, da destinação dos resíduos, é cuidar da vida”, disse o prefeito aos alunos.

Ainda neste ano, serão 30 biodigestores em operação em 10 escolas, 10 Cmeis, 6 nas Unidades de Valorização de Recicláveis (UBR), 2 na comunidade do Bubas, 1 no Centro de Educação Ambiental (CEAI) e 1 no Banco de Alimentos.

Funcionamento

Conforme explicou a secretária de Meio Ambiente, Ângela Meira, o biodigestor é capaz de receber até 10 kg de resíduos orgânicos por dia, como cascas, sementes e restos de alimentos em geral. “Esse material será decomposto com as bactérias e a falta de oxigênio e se transformará em biofertilizante, que pode ser utilizado na horta e também doado à comunidade. O gás de cozinha, canalizado até 40 metros para um fogão, gera uma economia de três a quatro botijões por mês para esse Cmei”, disse. Segundo ela, o equipamento é capaz de produzir até 10 litros de fertilizante líquido por mês, podendo ser utilizado a qualquer momento pela instituição de ensino.

“Além disso tudo, esse resíduo deixa de ir para o aterro sanitário e o município deixa de pagar as toneladas coletadas, transportadas e aterradas, gerando economia social e ambiental”, citou a secretária.

Sustentabilidade

A coordenadora do Programa de Gestão de Resíduos, Rosani Borba, explica que quase a metade dos materiais que seguem para o aterro sanitário poderiam ser reaproveitados. “Nossa preocupação é fazer a gestão correta de todos os resíduos, e quase 70% dos orgânicos são constituídos por água, podendo ser 100% transformados em energia ou adubo. Dessa forma estamos tratando da destinação, produzindo economia, gerando energia e ainda trabalhando a educação ambiental”, disse.

A diretora do Cmei Nídia Benitez, Daniele Melo, afirma que o sistema vem agregar no trabalho pedagógico. “Há dois anos estamos trabalhando com os alunos a separação dos materiais e a destinação correta dos resíduos. O equipamento vem somar com as atividades desenvolvidas em sala”, comentou.

Presenças

Participaram da cerimônia nesta terça-feira a secretária da educação, Maria Justina da Silva; o secretário de Obras, César Furlan, e de Esportes, Antônio Sapia, e os vereadores Kalito, Alex Meyer, João Morales, Rogério Quadros e Anice Gazzaoui.

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Programa de Inovação Aberta da PUCPR recebe inscrições até 05 de fevereiro

O grupo educacional paranaense Positivo acaba de completar 50 anos com motivos para comemorar. Depois de dois anos de pandemia, entre o choque do isolamento, a adaptação ao ensino presencial, a perda de renda das famílias e a readaptação à nova realidade pós-pandemia, o Positivo começa a apresentar sinais de retomada de crescimento. “Em 2020 e 2021 fomos afetados sobremaneira por conta da crise econômica decorrente da covid-19. Muitas famílias perderam suas rendas e, embora tivéssemos adotado alguns programas de suporte a essas pessoas, muitos ficaram inadimplentes e outros não conseguiram manter os filhos na escola particular”, conta Lucas Guimarães, presidente da Positivo Educacional.

Mesmo sem conseguir retomar o número de alunos de antes da pandemia em todas as unidades escolares, o grupo chegou ao fim de 2022 com crescimento de 30% em relação ao ano anterior, com uma receita de R$ 850 milhões. O presidente atribui a retomada à estratégia de posicionamento do grupo de concentrar esforços na Educação Básica. Em 2016, a Positivo Educacional deu início a um movimento de vendas e aquisições, com o objetivo de reorganizar o portfólio, e se fortalecer nesse segmento.

Atualmente, o Positivo conta com 20 escolas próprias em sete municípios dos estados do Paraná e Santa Catarina, que vão da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo o curso pré-vestibular. De acordo com Guimarães, o grande segredo para essa retomada é nunca ter medo de se reinventar. “Algumas vezes, mesmo quando estamos diante de um negócio de sucesso, é preciso repensar, acreditar e investir, inclusive em tempos de crise”, revelou o presidente.

Segundo ele, o momento é oportuno para retomar as aquisições. “Estamos estudando algumas oportunidades no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Mas de forma conservadora, sem a agressividade que se tornou a tônica de outros grupos nacionais no segmento”, revela. Desde 2016, quando optou pelo reposicionamento, o Positivo tem mantido a média de uma aquisição por ano. 

De acordo com Guimarães, o Grupo Positivo deve inaugurar até 2024 uma unidade própria em um novo estado. Além disso, está em negociação para aquisição de três outras escolas também em outros estados, sendo que pelo menos uma deve ter o martelo batido já neste primeiro semestre de 2023. “Queremos ir para outros estados. A gente quer aprender nessas novas praças. E as três escolas que estamos avaliando a aquisição são bem tradicionais na região em que atuam”, revela o presidente.

A última aquisição do grupo foi em 2021, quando incorporou a St. James’ International School, de Londrina. “Desde que iniciamos a estratégia de expansão com foco no Ensino Básico, buscamos unidades que agreguem know how e se identifiquem com o nosso propósito, para que possamos garantir a continuidade do negócio, crescimento planejado e, acima de tudo, para assegurarmos a oferta de ensino de qualidade”, pontua Guimarães. no último ano, os colégios do grupo tiveram incremento de 7,2% no número de alunos e 28% em receita.

Além do Colégio e Curso Positivo, a Positivo Educacional compreende a Editora Aprende Brasil, que fornece sistema de ensino para mais de 400 mil alunos de escolas públicas municipais de todo o Brasil; a gráfica Posigraf, que imprime e distribui mais de 50 milhões de livros por ano; o Centro de Eventos Positivo, localizado no Parque Barigui; e o Instituto Positivo, cujo foco é o investimento social por meio de ações voltadas para a melhoria da educação pública. Atualmente, beneficia 32 mil alunos da rede pública de ensino. 

via redação Busão Curitiba

Oito dicas para ajudar na escolha da escola

Entre os dias 03 e 13 de janeiro de 2023, jovens com até 29 anos de idade que moram na comunidade Vila Torres, em Curitiba (PR), poderão se inscrever para participar do processo seletivo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) que vai conceder até cinco bolsas de estudos integrais para cursos de graduação da Instituição.  

Esta é a quarta edição da iniciativa, que já ofertou 15 bolsas de estudos e de permanência para estudantes que estão cursando a primeira graduação em áreas como Relações Públicas, Direito, Medicina Veterinária, Economia e Administração. 

“O programa é uma forma de ampliar as oportunidades para os jovens que moram no entorno do câmpus de Curitiba da PUCPR, dos jovens que são nossos vizinhos. Acompanhamos toda a vida acadêmica desses estudantes e é gratificante perceber o desenvolvimento dos jovens”, afirma Rogério Renato Mateucci, reitor da instituição. 

Para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato tenha concluído o Ensino Médio, não tenha diploma de Ensino Superior ou vínculo com outra instituição de Ensino Superior no ato da inscrição, tenha até 29 anos de idade completos em 2022, resida na comunidade Vila Torres e também que o grupo familiar do candidato tenha renda mensal per capita de até 1,5 salário-mínimo.  

Além da inscrição, o processo seletivo é composto por uma prova objetiva, avaliação documental e entrevista presencial. Os candidatos classificados receberão a bolsa de estudos para cursos de graduação da PUCPR e uma bolsa permanência no valor de R$ 400 mensais. Os cursos de Medicina, Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Humanidades e Bacharelado Interdisciplinar em Saúde não são elegíveis.  

As inscrições poderão ser realizadas pelo site identidade.pucpr.br, a partir do dia 03 de janeiro de 2023. 

Serviço:  
Processo Seletivo Vila Torres  
Inscrição: de 03 a 13 de janeiro de 2023  
Site: identidade.pucpr.br 

via redação Busão Curitiba