Polícia indicia ex-marido e atirador por execução de Ana Paula Campestrini

A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (5) o inquérito policial do feminicídio de Ana Paula Campestrini, ocorrido no dia 22 de junho, no bairro Santa Cândida, em Curitiba.

Dois homens, sendo um deles o ex-marido da vítima, foram presos no dia 24 de junho. A Polícia Civil conseguiu na Justiça a conversão da prisão temporária dos indivíduos em prisão preventiva. Um dos homens é responsável por ser o mandante do crime, o outro é apontado como autor dos disparos.

O atirador será indiciado por homicídio qualificado mediante pagamento, motivo torpe, meio cruel, emboscada e impossibilidade de defesa da vítima. O mandante foi indiciado com a qualificadora de feminicídio.

Durante as investigações, a Polícia ouviu testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança para identificar os envolvidos no feminicídio. Também foi apurado que a vítima tinha problemas com o ex-marido na divisão dos bens, guarda dos filhos e outros assuntos pessoais. Além disso, o suspeito não aceitava o fato da ex-mulher ter pedido a separação para ter um relacionamento homoafetivo.

CRIME – Na ocasião do crime, a vítima foi induzida a ir até um clube recreativo fazer a carteirinha para ter acesso aos treinos dos filhos na unidade. Depois que saiu foi perseguida pelo atirador até a entrada do condomínio onde morava. Chegando na residência, foi abordada pelo homem que a perseguiu em uma motocicleta. Quando Ana Paula abaixou o vidro do carro, o suspeito atirou aproximadamente 14 vezes contra ela.

Os homens foram presos 48h depois do crime. Na ocasião, os policiais civis cumpriram cinco ordens de buscas em endereços relacionados aos suspeitos, onde foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos.

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Bolsonaro faz discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas

O presidente Jair Bolsonaro faz, hoje (21), o discurso de abertura da sessão de debates da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. Em sua fala, ele aborda os temas do combate à pandemia de covid-19 e meio ambiente.

Cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura do evento, seguido do presidente dos Estados Unidos. A tradição vem desde os primórdios das Nações Unidas, quando o diplomata Oswaldo Aranha, então chefe da delegação brasileira, presidiu a Assembleia Geral, em 1947.

Para esta terça-feira, estão previstas mais de 100 intervenções dos chefes de Estado e de governo. O evento começou no último dia 14 e, desde então, estão acontecendo reuniões, conferências e encontros paralelos. O tema desde ano é “Construindo resiliência por meio da esperança – para se recuperar da covid-19, reconstruir de forma sustentável, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Em 2020, devido à pandemia de covid-19, o evento foi virtual. Neste ano, o modelo adotado é o híbrido, com declarações presenciais e por vídeo.

Bolsonaro e a comitiva presidencial viajaram para os Estados Unidos no domingo (19). Ontem (20), ele se reuniu com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e, à noite, participou de uma recepção oferecida pela representação permanente do Brasil junto às Nações Unidas.

Antes do discurso desta terça-feira, Bolsonaro teve encontro com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, e com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. A previsão é que o presidente embarque ainda hoje de volta ao Brasil.

Pfizer é eficaz para crianças de 5 a 11 anos, dizem fabricantes

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades norte-americanas de saúde de alto escalão acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre a vacina, se é segura e eficaz em crianças mais novas, três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 aumentaram nos Estados Unidos, nos últimos meses, devido à variante Delta do novo coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinada. Não há, no entanto, nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar, até o quarto trimestre deste ano, os dados sobre como a vacina atua em crianças entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos.