Pesquisa Turismo em Números mostra como anda o setor no Paraná

O Paraná foi o segundo estado com maior movimentação de embarques interestaduais rodoviários em 2020 e o terceiro no ranking de chegada de turistas internacionais (mais de 1 milhão) em 2019, segundo o Ministério do Turismo.

O estado é o quarto maior gerador de empregos nas atividades características do turismo no ranking brasileiro, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Paraná, o setor que mais emprega é o de alimentação, que representou mais de 60% dos empregos do turismo no estado entre 2016 e 2019.

Os dados constam da pesquisa “Turismo em Números – edição 2021”, que tem como base o período 2016-2020. O estudo é publicado anualmente desde 1986 pela Paraná Turismo, autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

O estudo ajuda na elaboração e implantação de políticas públicas e na orientação de investimentos privados, além de servir de subsídio para pesquisas dos setores público, privado, acadêmico e do terceiro setor. Gilce Zelinda Battistuz, do Departamento de Estatística da Paraná Turismo, salienta que os dados apresentados representam apenas uma parte do turismo no Paraná.

Isabella Tioqueta, diretora-técnica da Paraná Turismo, ressaltou a importância da realização de pesquisas como base para a construção de projetos. “Quando a gente fala em pesquisa, é importante levarmos em consideração que são informações com embasamento técnico, que nos auxiliam a concretizar projetos. Elas trazem a possibilidade de preparação e construção de políticas públicas e de ações que de fato possam fomentar o desenvolvimento do turismo e a geração de emprego e renda para podermos avançar cada vez mais”, disse.

Os dados de 2020 levam em consideração os efeitos da pandemia decorrente da covid-19 para o mercado do turismo, principalmente com relação aos números referentes aos visitantes internacionais, diretamente influenciados.

Para contextualizar, o ano de 2020 apresentou uma queda no número de embarques, tanto domésticos quanto internacionais, nos aeroportos em todos os estados brasileiros.

No Paraná, havia ocorrido um aumento de 4,4% nos embarques aéreos entre os anos de 2018 e 2019. Quando a pandemia começou no Brasil, em 2020, houve uma queda de 62,2% dos embarques em comparação ao ano anterior. A participação do Paraná foi de 5% do total de embarques em 2018 e 2019 e caiu para 4,2% no ano de 2020.

Além da movimentação nos terminais aéreos de passageiros, o estudo traz, ainda, um panorama do Estado com relação a outras áreas, como a economia, com a geração de empregos formais e os dados sobre os estabelecimentos nas Atividades Características do Turismo (ACT’s).

As ACT’s englobam a produção de bens e serviços envolvidos nas atividades econômicas do turismo, como agências de viagem e os serviços de alojamento, por exemplo.

Não por acaso, o setor de alimentos e bebidas também é o que apresentou o maior número de estabelecimentos no Estado em 2019, com 67,8%, seguido dos setores de Transportes Terrestres (9,7%), Cultura e Lazer (8,2%), Alojamentos (6,3%) e Agências de viagem (5,6%).

No estudo constam, ainda, os dados dos visitantes nos principais atrativos do Estado, como é o caso do Parque Nacional do Iguaçu, que em 2019 havia batido o recorde de mais de 2 milhões de visitantes, nacionais e internacionais, e apresentou uma queda de 67,4% em 2020.

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com informações do CabezaNews, parceiro do Busão Foz

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Esquadrilha da Fumaça sobrevoa Itaipu nos 47 anos da empresa

Novas apresentações poderão ocorrer entre hoje (dia 12) e amanhã (13), se as condições climáticas permitirem

Sete aviões modelo Tucano da Esquadrilha da Fumaça sobrevoaram a usina de Itaipu no início da tarde desta quarta-feira (12). A apresentação faz parte das comemorações do aniversário de 47 anos da empresa. Estão previstos outros voos ainda nesta tarde de quarta-feira e amanhã (quinta-feira, 13), em horário a ser definido.

A primeira apresentação deveria ter ocorrido ontem (terça-feira, 12), mas foi cancelada por causa do mau tempo. Além da Itaipu, os aviões passaram sobre a Ponte da Amizade, as Cataratas do Iguaçu e o Marco das Três Fronteiras.

Em função da pandemia e das medidas de distanciamento social, não houve nem haverá solenidade e não será permitido assistir à apresentação ao vivo, para que não haja aglomerações. A demonstração será filmada e divulgada posteriormente nos perfis da Itaipu nas redes sociais e no canal de Itaipu no Youtube.

O sobrevoo sobre a usina de Itaipu foi uma bem-vinda coincidência de agenda: a Esquadrilha da Fumaça está aproveitando um treinamento pré-agendado para homenagear a empresa pelo seu aniversário. Os 47 anos da Itaipu Binacional serão completados na próxima segunda-feira (17).

Órgãos de controle do espaço aéreo paraguaio e argentino concederam autorizações especiais para que os aviões possam sobrevoar a região.

com informações do CabezaNews, parceiro do Busão Foz

Em Foz do Iguaçu, 617 gestantes receberam a primeira dose da AstraZeneca suspensa pela Anvisa

Governo do Estado orienta a suspensão da vacina AstraZeneca em gestantes, Foz do Iguaçu segue a determinação e monitora as mais de 600 gestantes que receberam a vacina

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu na terça-feira (11) uma nota oficial aos municípios determinando a suspensão temporária da vacinação da AstraZeneca/Fiocruz para as gestantes, conforme recente posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até novo entendimento.

A Sesa ressalta ainda que a bula do imunizante também deve ser seguida, especialmente com a devida avaliação e acompanhamento médico. A Secretaria também orientou os municípios a monitorar as gestantes que já foram vacinadas.

Em Foz do Iguaçu, 617 gestantes foram vacinadas e estão sendo acompanhadas pelas equipes das unidades de saúde. Não há relato de eventos adversos graves neste grupo após a aplicação da vacina.

A Anvisa afirmou, em nota, que a decisão de propor a “suspensão imediata” do uso da vacina da AstraZeneca em grávidas foi tomada após uma gestante e o feto que carregava morrerem dias após a vacinação.

A Anvisa fala em “evento adverso” e não em “efeito adverso”. Ou seja, não há, ao menos até o momento, confirmação de nexo causal entre a vacina e o caso da gestante, acometida com um acidente vascular cerebral.

A recomendação foi enviada pela Anvisa ao Ministério da Saúde na segunda-feira (10) e levou diversos estados a suspenderem preventivamente o uso do imunizante em gestantes.

com informações do CabezaNews, parceiro do Busão Foz