Os desafios na educação para 2021 são temas de encontro online com professores

Reflexões sobre o ano de 2020 e o planejamento para o retorno às aulas foram assuntos debatidos em reunião on-line promovida pela Secretaria de Educação

Mais de 1.600 profissionais da educação pública de Foz do Iguaçu acompanharam na manhã desta quarta-feira, 03, uma live no formato vídeo-aula, promovida pela Secretaria Municipal da Educação. O encontro de valorização acontece anualmente antes do início do ano letivo, com o objetivo de capacitar professores e equipes pedagógicas.

O prefeito Chico Brasileiro e a secretária de educação, Maria Justina da Silva, fizeram a abertura do encontro, dando as boas-vindas aos profissionais e destacando os desafios deste ano letivo. “Mesmo com a pandemia, nosso compromisso com a educação é permanente. Temos o dever de não parar a educação. Existem muitos desafios neste ano letivo, porque ainda vivemos uma pandemia, mas seguiremos em frente para fazer da educação um instrumento de transformação da sociedade”, disse o prefeito.

A secretária de Educação afirmou que o município se organizou para a retomada das aulas com aquisição de equipamentos de proteção, implantação do protocolo sanitário e capacitações. “Nossos professores conseguiram se reinventar e superar barreiras por meio do ensino remoto, mas sabemos que nada substitui a presença de um professor em sala de aula, especialmente durante o processo de alfabetização. Nós primamos pela vida dos nossos professores e alunos e, com todas as medidas preventivas, queremos retomar de forma segura para todos”.

A pedagoga e especialista em educação infantil, Regina Shudo proferiu a palestra “Arquitetando a Educação: O que aprendemos em 2020 e quais os itinerários da educação em 2021”. Sua fala inicial saudou os profissionais que se reinventaram durante a pandemia para levar a educação a todas as crianças. “Os professores foram brilhantes. Assim como a gente saúda as equipes médicas, a gente saúda também os professores, porque levaram vida para a casa do aluno. O município de Foz manteve contato e conexão com seus alunos em meio a todas as adversidades”.

As dificuldades enfrentadas por muitas famílias, as desigualdades sociais e as crises emocionais vivenciadas por muitas crianças foram alguns dos pontos destacados pela especialista durante o encontro. “As desigualdades educacionais e sociais ficaram muito evidentes nesta pandemia, mas os professores não se negaram a ensinar, acreditando no direito da aprendizagem e promoveram a educação. Vocês foram verdadeiros heróis”, reiterou.

Regina Shudo – que atua na área educacional há 35 anos, é autora da Coleção Brincar e Pensar, e diretora da empresa Amaná Educacional, em Curitiba – orientou os professores sobre como lidar com o emocional e os desejos das crianças que voltarão para as salas de aula, e até mesmo com aquelas que continuarão com o ensino remoto.

“Para arquitetar esta educação, precisaremos de muitas teias de conexões, de vida, pensamento, criando uma rede muito firme para acolher todos os nossos alunos. A crise nos tirou prazeres e aumentou a ansiedade e o estresse. O percurso é muito mais complexo e desafiante para alcançar os objetivos. Crianças e jovens estarão em ritmos de aprendizagens muito diferentes, porque todos os fatores do ambiente que eles se encontraram em suas casas, mais o convívio familiar, tudo isso vai impactar e o ritmo de aprendizagem vai ser bastante desnivelado”, pontuou.

Saúde emocional

Nesta retomada, o maior desafio, segundo a especialista, será o de manter a saúde emocional dos alunos e, para isso, atividades ao ar livre, em contato com a natureza, a literatura e o diálogo sobre os sentimentos de cada criança são ações importantes para retomada da atenção plena, da concentração e do foco no aprendizado. “Na arquitetura do retorno às aulas, precisaremos fazer uma auto avaliação de cada turma, sobre quem conseguiu trabalhar, aprender, as perdas e os ganhos e ter como foco o acolhimento”, afirmou. Além disso, ela orientou os professores a planejar as aulas, a adaptar o ensino híbrido e a fortalecer o trabalho coletivo.

No período da tarde, às 14 horas, os profissionais participam de um novo encontro on-line, com o professor Julio Furtado, sobre o “Ensino Remoto, Híbrido e a Reinvenção do Professor”. Julio Furtado é graduado em geografia e pedagogia, pós graduado em Orientação Educacional, doutor em ciências da educação e professor universitário.

O retorno às atividades presenciais na rede municipal de ensino está marcado para o dia 1º de março.

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Abaixo-assinado de pais de alunos pede a volta às aulas presenciais em escolas do PR

Com a adoção de medidas mais pesadas de enfrentamento à propagação do novo coronavírus, as aulas presenciais nas escolas do Paraná estão proibidas de ocorrer, por determinação do decreto estadual anunciado na última sexta-feira (26). A ação deixou muitos pais e responsáveis pelas crianças ou adolescentes revoltados e um abaixo-assinado, que já atingiu mais de 21 mil pessoas, foi feito para cobrar respostas do governo do Paraná quanto à uma data de retorno das aulas. Vale reforçar que a educação é atividade essencial no estado

A petição pública foi criada no último fim de semana para cobrar das autoridades uma solução rápida para a questão. O decreto estadual é válido até o dia 8 de março e até lá, apenas alguns serviços que são considerados indispensáveis para a população podem funcionar, como mercados, farmácias, postos de gasolina, ótica e pet shops. O questionamento que os pais se fazem, é que por ser atividade essencial, as escolas teriam que estar abertas para atender os alunos.

 

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Secretário de saúde do Paraná anuncia novos leitos no HUOP e em cidades pequenas do Oeste

O Governo do Estado está ativando 66 leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com Covid-19 no Oeste paranaense. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Cascavel nesta quinta-feira (4) e anunciou a implantação de 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 enfermarias para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), além de mais 44 leitos clínicos em cidades pequenas da região: seis no Hospital Jesuítas, em Jesuítas; 12 no Hospital Santa Isabel, em Formosa do Oeste; e 16 no Hospital Santo Antônio, em Guaraniaçu.

O secretário acompanha, ainda nesta quinta, a visita do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a unidades de referência para o atendimento à Covid-19 na cidade, onde a taxa de ocupação das UTIs já chegou há alguns dias em 100%. A região Oeste é uma das mais críticas do Estado, com as UTIs chegando a 98% de ocupação – a média do Estado também é alta e está em 96%.

Na quarta-feira (3), o governo já tinha anunciado a ampliação da estrutura de Covid em Cascavel, com a implantação de 32 leitos, os 22 do HUOP e outras 10 UTIs no Hospital Municipal. “Estamos no limite. Não temos mais tempo de discutir se as medidas restritivas são importantes ou não, elas são fundamentais enquanto não chega a vacinação em massa. Temos limites físicos para ampliar ainda mais o atendimento dos hospitais”, afirmou o secretário.

Em Cascavel, Pazuello visitou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília, o Ambulatório Médico de Especialidades do município e a nova sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop), juntamente com o secretário de Atenção Primária da pasta (SAPS), Raphael Parente, e o secretário de Atenção Especializada (SAES), Luiz Otávio Franco Duarte.

“Estamos em um dos estados que tem a melhor estrutura de saúde do País e confiamos na capacidade de atendimento do Paraná”, afirmou. “Precisamos aumentar a capacidade de entrega de leitos de UTI e de enfermaria, e é isso que o Estado está fazendo, com a abertura de mais de 1,4 mil UTIs no último ano”.

O ministro também acompanha o andamento da vacinação contra a Covid-19 no município e, junto com o secretário Beto Preto, fez a entrega formal de novas doses de imunizantes. Além das 7.360 encaminhadas quarta-feira (03) pelo governo, o Ministério da Saúde disponibilizou um fundo extra com 6 mil conjuntos de vacinação para o município. “Com a estabilidade que devemos alcançar com a fabricação nacional, teremos entregas semanais de vacinas, até para não ter grandes estoques nos municípios”, disse Pazzuello.

 

REFORÇO – O HUOP é administrado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e foi um dos primeiros a integrar a estrutura de retaguarda para a pandemia no Estado, quase um ano atrás, e conta atualmente com cerca de 50 leitos exclusivos para o atendimento à Covid-19.

“As estruturas do município estão sobrecarregadas. Por isso, mesmo cansados não iríamos nos furtar de ajudar a população”, afirmou o diretor-geral da unidade, Rafael Muniz de Oliveira. “Esses novos leitos são uma ampliação, não estamos trocando leitos de atendimento geral pelos de Covid nem reduzindo o atendimento à doença em outras áreas do hospital”.

 

O reitor da Unioeste, Alexandre Weber, destacou as dificuldades para ampliar a estrutura hospitalar. “Chegamos ao máximo da nossa capacidade. Há um esforço da Secretaria e de quem atua na área da saúde para que as pessoas não fiquem sem assistência, mas há uma limitação de profissionais, que não vão conseguir trabalhar no ritmo atual por muito mais tempo”, salientou.

“Se os trabalhadores da saúde estão fazendo esse sacrifício para tratar da população, é preciso que todos façam sua parte para reduzir as contaminações, façam o isolamento social, usem máscara e higienizem as mãos, não existe outro caminho”, acrescentou Weber.