ONU pede planos para financiar esforço global por vacina

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que é hora de os países começarem a gastar dinheiro de seus planos de recuperação da covid-19 para ajudar a financiar o plano global de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até agora, o programa Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19 (ACT) e seu esquema Covax receberam US$ 3 bilhões, mas precisam de mais 35 bilhões. A iniciativa pretende entregar 2 bilhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus até o fim do ano que vem, 245 milhões de tratamentos e 500 milhões de exames.

“O Acelerador ACT proporciona a única maneira segura e certa de reativar a economia global o mais rápido possível. Um esforço nacional de vacinas em um punhado de países não destrancará as portas da economia global e restaurará os meios de subsistência”, disse Guterres em evento virtual da ONU.

O secretário britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab – coanfitrião do encontro, ao lado de Guterres, da OMS e da África do Sul – exortou outros países a se unirem ao esforço global, dizendo que o Acelerador ACT é a melhor esperança de assumir o controle da pandemia.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom, afirmoue que 167 países se filiaram ao Covax, o que representa 70% da população mundial, acrescentando que a lista está aumentando todos os dias”. Ele lembrou que 1 milhão de pessoas perderam a vida para a covid-19, mas que “o número real certamente é mais alto”.

Guterres disse ainda que o programa precisa de injeção imediata de US$ 15 bilhões para “não perder a janela de oportunidade” para a compra e a produção antecipadas, compor estoques paralelamente ao licenciamento, intensificar as pesquisas e ajudar países a se prepararem.

“Não podemos permitir que uma defasagem no acesso amplie ainda mais desigualdades já vastas”, observou o secretário-geral no evento virtual. “Mas sejamos claros: não chegaremos lá se os doadores simplesmente alocarem recursos somente do orçamento da Assistência Oficial de Desenvolvimento”, disse. “Precisamos um pensamento maior. É hora de os países usarem o financiamento de seus próprios programas de reação e recuperação.”

Guterres pediu que todos os países aprofundem seus esforços consideravelmente nos próximos três meses.

Ele lembrou que países desenvolvidos gastaram trilhões de dólares nos impactos socioeconômicos da crise, por isso “certamente podemos investir uma fração pequena disso para deter a disseminação da doença em toda parte”.

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Brasil é o 3º país que mais consome cerveja no mundo

A startup espanhola Cabify anunciou nesta sexta-feira (23) que irá encerrar sua operação no Brasil a partir do próximo dia 14 de junho. Em comunicado, a empresa diz que a persistência da pandemia do novo coronavírus no País dificulta a criação de valor dos seus serviços de carona compartilhada, dependente da mobilidade urbana, e por decisão de rentabilidade tomou a decisão de sair do Brasil.

“Todos os motoristas parceiros, passageiros e empresas que utilizam seus serviços no País foram devidamente informados e a Cabify tem transmitido sua gratidão pela confiança depositada na empresa nos últimos 5 anos, desde sua chegada ao Brasil em 2016. A empresa continuará atenta às necessidades e oportunidades futuras de mobilidade neste mercado”, fala a startup, em nota.

Fundada em 2011, em Madri, a Cabify expandiu, alguns meses depois, para a América Latina e atualmente está presente na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai.

No Brasil, a startup viu um mercado altamente competitivo, que conta com a Uber e a 99 como as principais operadoras de serviços de carona compartilhada.

via redação Busão Curitiba

Estados e municípios poderão utilizar saldos de fundos de saúde

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei complementar que estende até o fim de 2021 a autorização concedida a estados, Distrito Federal e municípios a utilizarem, em serviços de saúde, “saldos financeiros remanescentes de repasses do Ministério da Saúde referentes a exercícios anteriores destinados aos fundos de saúde”.

Em nota divulgada pelo Ministério da Economia, o governo informa que a medida estabelece, também, a prorrogação do prazo para que os entes federativos que estiverem em Regime de Recuperação Fiscal possam refinanciar as suas dívidas junto à União em condições mais benéficas.

“A norma, portanto, prorroga o prazo para que seja permitida a transposição, a transferência e a reprogramação dos saldos financeiros dos Fundos de Saúde e de Assistência Social dos estados, do Distrito Federal e dos municípios durante o exercício financeiro de 2021, levando em consideração a continuação dos efeitos da pandemia de Covid-19”, acrescenta.

Já o prazo para refinanciamento de dívidas dos entes federados, com vistas ao reequilíbrio fiscal, foi estendido até o final do exercício financeiro de 2021. “Em termos fiscais, a iniciativa não cria ou altera despesas primárias na esfera federal, pois as transferências de recursos da União aos demais entes ocorreram até o ano de 2020. Desse modo, não há impacto no atingimento da meta de resultado primário proposto para o Governo Federal em 2021 (…) nem no cumprimento do teto de despesas primárias para 2021 do Poder Executivo federal”, complementa a nota.