Lewandowski autoriza estados a vacinar adolescentes contra covid-19

Curitiba abre na quinta-feira (23/09) a vacinação para os adolescentes nascidos entre 24 de setembro de 2003 e 23 de setembro de 2009, com deficiência severa e permanente. Além destes, serão vacinados também os adolescentes com comorbidades, nascidos a partir de 24 setembro de 2003 e em 2004 todo.

A vacina estará disponível nesta data, para este grupo, em 22 pontos de vacinação, das 8h às 17h (veja a lista abaixo). Os pais e/ou responsáveis devem acompanhar o adolescente durante a vacinação, para a assinatura do termo de consentimento. A expectativa é vacinar 9 mil pessoas.

Os adolescentes de 12 a 17 anos acamados também começarão a ser vacinados a partir de quarta-feira (22/9). A partir desta terça-feira (21/09), já será possível entrar em contato com a Central de Atendimento 3350-9000 para se inscrever, nos casos dos pacientes que não são acompanhados pelo SUS. Quem já é acompanhado, basta apenas aguardar o contato da equipe da unidade de saúde.  

A ampliação da vacinação dos adolescentes com comorbidades de outras faixas etárias dependerá de avaliação do estoque de vacina. Já a ampliação da vacinação para os demais adolescentes, sem deficiência ou comorbidade, dependerá de decisão do governo federal e envio de doses específicas para este público. Na última semana, o Ministério da Saúde suspendeu esta vacinação, mas a expectativa é que a decisão seja revista.

“Vamos prosseguir assim até que o Ministério da Saúde coloque a mão na cabeça e aceite a decisão da Anvisa de que todos os adolescentes do Brasil merecem imunização já. Estou trabalhando incansavelmente para que todos os adolescentes sejam imunizados em Curitiba. Os curitibinhas merecem”, afirmou o prefeito Rafael Greca, em vídeo disponibilizado nas redes sociais.

 

Orientação para receber a vacina

Para receber a vacina, a Secretaria Municipal da Saúde orienta que os pais e/ou responsáveis façam o cadastro antecipado do adolescente, como seu dependente, na plataforma Saúde Já no site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br ou pelo aplicativo do celular. O cadastro agiliza o processo da vacinação.

Também é preciso apresentar um documento de identificação com foto, CPF ou certidão de nascimento do adolescente. Além disso, é preciso apresentar comprovante de residência com endereço de Curitiba, que pode estar no nome do pai ou da mãe, anexado a um documento que comprove a filiação.

Para os casos de locações não formalizadas por imobiliárias, deverá ser apresentado o comprovante do endereço da residência com uma declaração do proprietário do imóvel, com responsabilização legal pela locação e pela informação.

Deficiência permanente

Para se vacinar, os adolescentes com deficiência precisarão apresentar também qualquer um dos seguintes documentos:

– Cartão-transporte da Urbs de isento para Pessoa Com Deficiência Permanente (identificado com a letra “L” no canto superior direito)

– Identidade emitida a partir de 2019 com a indicação “Pessoa com Deficiência”

– Declaração médica disponibilizada no portal do CRM-PR, emitida pelo médico que o/a acompanha, com a indicação da Deficiência Permanente.

– Adolescentes com deficiência permanente acompanhados pelas Unidades de Saúde de Curitiba receberão uma mensagem pelo aplicativo do Saúde Já avisando que são elegíveis para a vacina.

Comorbidades

Serão contemplados na quinta-feira (23/9), adolescentes nascidos a partir de 24 de setembro de 2003 e em 2004 todo, que comprovadamente tenham alguma das doenças listada pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Vacinação (veja a lista abaixo). Para se vacinar:

– Pacientes atendidos e acompanhados pelas Unidades de Saúde de Curitiba pelo SUS não precisam levar documento da comprovação da comorbidade. Eles serão notificados por meio de uma mensagem enviada pela Plataforma Saúde Já, no aplicativo ou site.

– Pacientes da rede privada devem apresentar a declaração médica disponibilizada no portal do CRM-PR emitida pelo médico que os acompanha, com a indicação da comorbidade listada pelo Ministério da Saúde.

Lista de comorbidades para a vacinação contra a covid-19

– Diabetes mellitus (qualquer indivíduo com diabetes);

– Pneumopatia crônica grave (indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave com uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática).

– Hipertensão Arterial Resistente (pacientes cuja pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou com pressão arterial controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos);

– Hipertensão Arterial estágio 3 (pressão arterial sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo ou comorbidade);

– Hipertensão Arterial estágio 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade (pressão arterial sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade);

– Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association;

– Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária;

– Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo);

– Síndromes coronarianas crônicas (angina pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio);

– Valvopatias (lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico);

– Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática;

– Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas (aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos);

– Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; entre outras);

– Cardiopatias congênitas no adulto com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico;

– Doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular);

– Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e síndrome nefrótica;

– Imunossuprimidos (indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas);

– Hemoglobinopatias graves (doença falciforme e talassemia maior);

– Obesidade mórbida (IMC ≥ 40);

– Síndrome de down (trissomia do cromossomo 21);

– Cirrose hepática (cirrose hepática Child – Pugh A, B ou C);

– Doenças neurológicas crônicas, doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular); doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória, indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares; doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave.

Locais de vacinação

Das 8h às 17h

1 – US Ouvidor Pardinho

Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

2 – Centro de Referência, esportes e atividade física

Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

3 – US Salvador Allende

Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

4 – US Parigot de Souza

Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

5 – US Vila Diana

Rua René Descartes, 537 – Abranches

6 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira

Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

7 – US Bairro Alto

Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto

8 – US Santa Efigênia

Rua Voltaire, 139  – Barreirinha

9 – US Jardim Paranaense

Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

10 – US Visitação

Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

11 – US Camargo

Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

12 – US Uberaba

Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

13 – Clube da Gente CIC

Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

14 – US Oswaldo Cruz

Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

15 – US Vila Feliz

Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

16 – US Aurora

Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

17 – US Pinheiros

Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

18 – US Orleans

Av. Ver. Toaldo Túlio, 4.577 – Orleans

19 – US Campina do Siqueira

Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira

20 – Rua da Cidadania do Tatuquara

Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

21 – Rua da Cidadania do Fazendinha

Rua Carlos Klemtz, 1.700

22 – US Santa Quitéria

Rua Divina Providência, 1445 – Santa Quitéria

via redação Busão Curitiba

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Estudo mostra que vacinados que morreram de covid-19 eram muito idosos

Ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade no Brasil ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano.

Já 18,2% tinham um ano de idade; 18,2%, dois anos de idade; 14,5%, três anos; 11,4%, quatro anos; 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram óbitos de pais com filhos nesta faixa etária.

Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 7.645 cartórios de registro civil do país desde 2015, ano em que as unidades passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em todo o território nacional.

Os números obtidos pela Arpen-Brasil, entidade que representa os cartórios de registro civil do Brasil e administra o Portal da Transparência, mostram que 223 pais morreram antes do nascimento de seus filhos, enquanto 64 crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“A base de dados dos cartórios tem auxiliado constantemente os poderes públicos, os laboratórios e os institutos de pesquisas a dimensionar o tamanho da covid-19 em nosso país e o fato de termos esta parceria com a Receita Federal para a emissão do CPF na certidão de nascimento dos recém-nascidos nos permitiu chegar a este número parcial, mas já impactante”, disse, em nota, o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, ao menos 774 crianças de até seis anos de idade ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 168 cartórios de registro civil do estado.

Segundo o levantamento, no estado do Rio, 23 pais faleceram antes do nascimento de seus filhos, enquanto cinco crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“As diversas parcerias firmadas pelo Registro Civil permitiram realizar esse levantamento, unindo a base de dados dos cartórios de registro civil, o que tem nos proporcionado dimensionar o tamanho do impacto da covid-19 no Rio de Janeiro. O resultado de levantamentos como esse indica caminhos para que os poderes públicos possam ser mais assertivos na resolução de questões que envolvem a cidadania e a dignidade daqueles que ficaram órfãos”, afirmou o presidente da Arpen/RJ, Humberto Costa.

via redação Busão Curitiba

Com novo lote da Pfizer, Paraná vai acelerar vacinação de jovens de 12 a 17 anos

Mais 318.240 doses da vacinas Pfizer/BioNTech desembarcaram no Paraná nesta terça-feira (19). O lote contém 228.150 doses destinadas a adolescentes sem comorbidades, o primeiro lote carimbado para vacinação da população de 12 a 17 anos em geral. Outras 90.090 são para a segunda dose (D2), referente à 40ª pauta do Ministério da Saúde.

A remessa chegou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dois voos distintos, um às 18h40 e o outro às 19h10. Os imunizantes fazem parte da 59ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. As doses foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento e serão enviadas nesta quarta-feira (20) por via terrestre para todas as Regionais de Saúde.

O Paraná já iniciou a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, utilizando o remanescente da reserva técnica enviada em todas as remessas para os municípios. Agora, a chegada de doses específicas para este grupo, vai acelerar a vacinação deste público.

De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 249.472 doses em adolescentes. No total, já são 14.619.702 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.320.875 D1 e 5.780.512 da D2. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 25.042 doses adicionais (DA) e 167.466 doses de reforço (DR).