O ex-deputado Evandro Roman foi exposto pelo programa Fantástico, da TV Globo, como “corretor” que forja valores para obter vantagens indevidas em atas de registro de preços, uma das modalidades para compras públicas. Outro empresário também é apontado como corretor nas gravações da reportagem.
Evandro Roman, sem saber que estava sendo gravado, foi flagrado negociando a realização de compras direcionadas, com base em atas vinculadas ao esquema. Ele admitiu o recolhimento de “comissões” após as licitações fraudulentas.
Quando deputado federal, Evandro Roman se destacou por um projeto que gerou polêmica em Foz do Iguaçu, denominando de Ponte da Integração Jaime Lerner, a segunda passarela que liga o Brasil ao Paraguai no município.
Leia também
Deputado que deu nome de Jaime Lerner a Ponte da Integração não se reelege
Setores da sociedade e órgãos públicos se manifestaram contra a denominação da estrutura, que ficou conhecida como Ponte da Integração Brasil-Paraguai (AQUI para relembrar). Um dos argumentos é que Jaime Lerner, quando governador, criou o pedágio nas rodovias do Paraná.
Leia também
Obras e ações do Governo Jaime Lerner na região não deixaram boas lembranças
O projeto de Evandro Roman, sancionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deu origem a lei 14.380, de 22 de junho de 2022, denominando “o trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraná entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, na divisa da República Federativa do Brasil com a República do Paraguai”.

Denúncia em rede nacional
De acordo com a denúncia feita pelo Fantástico, Roman tem empresas de representação comercial e segundo a reportagem, ele apresentou atas de material cirúrgico e também sugeriu a abertura de uma licitação para compra de sistemas educacionais para escolas municipais.
Leia também
Câmara aprova nome de Jaime Lerner para metade da nova ponte Brasil-Paraguai
Na gravação, Roman relata que o esquema poderia dar um “retorno” de até 30% do valor da compra. O recurso seria desviado dos cofres públicos e dividido entre os “corretores” e os funcionários de prefeituras que viabilizassem o esquema.
“Sugestão é a seguinte: pegar um produto que tenha uma margem boa. Que tem margem na Saúde aí de 10, 12%”, orienta Roman ao repórter, que havia se apresentado como assessor de prefeitos.
As atas de registro de preços são uma espécie de cadastro de referência do custo de determinados serviços ou produtos, usado para balizar futuras compras públicas. Uma prefeitura pode utilizar, por exemplo, uma ata registrada em um estado do Nordeste, mas precisa para isso comprovar a chamada “vantajosidade” da adesão — isto é, mostrar que é viável e econômico fazer a compra pelos valores estipulados.
A íntegra da matéria esta no site de O Globo
com informações do Diário de Foz, parceiro do Busão Foz
Leave a Reply