Campanha de vacinação contra a gripe no Paraná começa em 12 de abril

O Instituto Butantan fez o repasse de mais de 80% das doses da vacina contra a covid-19 do primeiro lote que será entregue ao Ministério da Saúde até o fim deste mês. Nesta segunda-feira (5) foi feita uma entrega de 1 milhão de doses, totalizando 37,2 milhões de doses da Coronavac entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Até 30 de agosto, 100 milhões de doses serão entregues ao Ministério da Saúde. Com o montante de hoje, nós já entregamos pouco mais de 80% do primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde, que estabeleceu a entrega de 46 milhões de doses (até 30 de abril)”, disse o governador João Doria (PSDB). Até o momento, foi feita a entrega de 80,8% das doses previstas da vacina.

O segundo lote terá 54 milhões de doses da Coronavac, totalizando as 100 milhões de doses do imunizante, e está previsto para ser repassado até o fim de agosto.

Doria voltou a solicitar que o governo federal invista na aquisição de mais vacinas para acelerar o processo de imunização da população. “Precisamos de menos discussão, menos projeção e mais vacinas para que mais brasileiros possam ser imunizados. Quanto mais rápida for a imunização, mais vidas serão salvas e mais rapidamente voltaremos ao normal.”

Anunciado em 15 de março, o hospital de campanha em Santa Cecília, na região central, atrasou e deve ser entregue nesta semana. No anúncio, foi informado que ele teria capacidade para 180 leitos, dos quais 130 são de enfermaria e 50 de UTI, e atuação de 900 profissionais. A inauguração estava prevista para o fim do mês passado.

“Tivemos de fazer algumas reprogramações e adequações, especialmente as estruturas relacionadas aos gases medicinais, fato pelo qual acabou atrasando a nossa obra, que estaria prevista para ser entregue agora. Nós, muito possivelmente, faremos a entrega no sábado, com a possibilidade de nos antecipar. Talvez até sexta. Vamos correr para que essa estrutura esteja montada para acolher a nossa população”, informou o secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn.

Sobre as filas por vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e escassez do kit intubação, o secretário informou que o governo do Estado tem ampliado vagas e solicitado ajuda ao Ministério da Saúde.

“O que fizemos ao longo do mês de março e estamos fazendo em abril é aumentar o número de leitos, resguardar a oferta de oxigênio e fazer aquisições de medicações do kit intubação, mas precisamos ter o apoio do Ministério da Saúde nos ajudando a adquirir mais medicamentos. O montante que recebemos na semana passada foi muito pequeno, capaz apenas de fomentar 48 horas de ação. Nós temos um estoque para alguns dias e estamos apoiando os municípios para que não haja escassez desses produtos.”

via redação Busão Curitiba

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Brasil tem segundo dia com mais de 4 mil mortes por covid-19 em 24 horas

O diretor do Departamento de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, João Lucas de Almeida, admitiu que há um desafio no curtíssimo prazo para o acesso a vacinas contra a covid-19, ainda que no médio prazo haja a perspectiva de um “suprimento adequado”. Para Almeida, “os poucos países que têm capacidade produtiva de imunizantes têm se voltado para atender os mercados domésticos”, como Índia, Rússia, Estados Unidos e, mais recentemente, China.

“Na China, temos mantido contatos regulares e intensos, tanto com as empresas produtoras mas sobretudo com o governo, para assegurar que os IFAs, insumos farmacêuticos ativos, serão liberados tal qual contratados”, afirmou Almeida na manhã desta quinta-feira (8) durante sessão da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado.

“Não temos indicação de que eventuais atrasos que já tenham ocorrido ou eventualmente poderão ocorrer são diferentes da situação que outros países enfrentam, pelo contrário. A nossa indicação é de que a China tem priorizado o Brasil e temos excelentes contatos em todos os níveis de governo para manter fluxo de IFA assegurado”, completou.

Pesquisadores do Instituto Butantan, principal fornecedor de vacinas contra a covid-19 no País até o momento, acenderam o sinal de alerta para a produção de imunizantes depois que houve atraso no lote – equivalente a 5 milhões de doses – previsto para esta sexta-feira (9).

Almeida relatou que o novo chanceler Carlos Alberto Franco França, empossado na terça-feira (6), cobrou maiores esforços com os principais fornecedores para tentar aproveitar o “excesso de vacinas que tenham sido contratadas”.

Quebra de patentes

O chefe da Divisão de Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores, Maximiliano da Cunha Henriques, avalia que a suspensão do direito de propriedade intelectual sobre vacinas contra a covid-19 e a renúncia das patentes farmacêuticas “não é o caminho recomendável nem ajudará nos esforços nacionais para o combate à covid-19”.

“Muito pelo contrário: poderá nos prejudicar na concepção de objetivos e na habilitação futura do Brasil no enfrentamento dos efeitos duradouros da pandemia ou novas epidemias virais”, disse durante a audiência no Senado.

Nesta quarta-feira, 8, estava prevista para ser votada pelo Plenário do Senado proposta que pretende suspender direitos intelectuais sobre a produção de vacinas, porém o texto foi retirado a pedido dos líderes do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O assunto é tema de discussão na Câmara nesta quinta-feira (9).

Segundo Maximiliano, os problemas de acesso a vacinas no País estão “fundamentalmente” relacionados à falta de capacidade produtiva para expandir a oferta mundial e, para resolver a questão, defendeu ser necessária a identificação destes polos fabris. “O aumento da capacidade produtiva, em qualquer lugar do Brasil, deve ser habilitado em toda sua extensão”, afirmou.

“Diante deste quadro, a propriedade intelectual é um fator chave no fornecimento de uma estrutura legal clara e concreta que permite essa colaboração, seja por meio de licenciamentos voluntários, consórcios nacionais ou internacionais, encomendas tecnológicas e modelos de negócios inovadores que proliferam hoje no mundo e também aqui no Brasil”, disse o representante do Itamaraty.

via redação Busão Curitiba

TCE investiga prefeito, ex-prefeitos e dezenas de vereadores por furarem fila de vacina no interior do Paraná

A quantidade de pessoas vacinadas contra a covid-19 com ao menos a primeira dose no Brasil chegou a 21.445.683 nesta quarta-feira (7) segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 10,13% do total da população brasileira. A porcentagem foi alcançada 79 dias após o início da campanha de vacinação nos Estados, no dia 18 de janeiro. A data marcou o começo da distribuição das doses para as capitais, ainda que nem todas tenham começado a aplicá-las no mesmo dia. Nas últimas 24 horas, 617.285 pessoas receberam a primeira dose.

Entre os 21,4 milhões, 6.065.854 pessoas receberam a segunda dose, o que representa 2,86% da população com a imunização completa. Nas últimas 24 horas, 184.462 pessoas receberam essa dose de reforço. Somadas as primeiras e segundas doses, o Brasil aplicou no último dia 801.747 doses, segundo dados fornecidos por 23 Estados.

Em termos proporcionais, o Mato Grosso do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 13,45% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 6,31% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (5,2 milhões), seguido por Minas (2 milhões) e Bahia (1,85 milhão).

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (7) a votação do projeto que permite a aquisição privada de vacinas sem a necessidade do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto-base já havia sido aprovado na noite desta terça-feira (6) e agora a proposta deverá seguir para análise do Senado. Foram 317 votos a favor e 120 contra.

Nenhuma das quatro fabricantes de vacinas contra a covid-19 aprovadas no Brasil planeja negociar a venda do produto para o setor privado. Em notas enviadas ao Estadão nesta quarta-feira (7) as farmacêuticas Pfizer, Janssen, AstraZeneca e o Instituto Butantan destacaram que têm contratos com o governo federal e priorizam o fornecimento de imunizantes contra o novo coronavírus para o setor público.

Veja os dados de vacinação por Estado

UF

Número de vacinados com a primeira dose

Proporção de vacinados com a primeira dose em relação ao total da população local

TOTAL 21.445.683 10,13%

MS 377.795 13,45%

BA 1.851.842 12,40%

RS 1.398.753 12,25%

PB 458.025 11,34%

SP 5.211.062 11,26%

CE 1.012.097 11,02%

PR 1.231.735 10,70%

AM 449.622 10,69%

DF 317.777 10,40%

ES 417.551 10,27%

PE 977.207 10,16%

RN 358.344 10,14%

SC 705.716 9,73%

MG 2.033.734 9,55%

PI 310.719 9,47%

SE 218.786 9,44%

AL 314.837 9,39%

RJ 1.416.278 8,16%

PA 704.390 8,11%

GO 565.676 7,95%

RR 47.185 7,48%

TO 114.177 7,18%

RO 125.631 6,99%

MA 486.732 6,84%

AC 60.870 6,81%

AP 56.647 6,57%

MT 222.495 6,31%

via redação Busão Curitiba