cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

O Paraná ultrapassou, nesta terça-feira (20), o marco de 7 milhões de vacinas aplicadas contra Covid-19. A data é alcançada dois dias após a campanha de imunização completar seis meses. São 7.094.359 aplicações: 5.232.935 primeiras doses (73,8% do total aplicado), 1.581.346 segundas doses (22,3%) e 280.078 doses únicas (3,9%).

Da população adulta paranaense, estimada em 8.720.953 pessoas, 63,21% já receberam ao menos uma dose. A meta da Secretaria Estadual da Saúde é atingir 80% até agosto, e 100% até setembro.

Já o percentual da população completamente imunizada, que já recebeu a segunda dose ou dose única, está em 21%. Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

O mês de julho também se destaca pela agilidade na imunização. Até o dia 19, foram 1.264.048 doses aplicadas no mês: uma média de 66.529 doses por dia. O número é o maior de toda a campanha de imunização. Até então, os maiores índices foram registrados em junho (média de 62.627 doses/dia) e abril (49.153 doses/dia).

“O Paraná está cada vez mais próximo de atingir a meta de vacinação, e já estamos criando um escudo imunológico contra o coronavírus. A vacina nesse momento é fundamental, ninguém pode deixar de tomar a segunda dose, ninguém pode simplesmente se recusar a tomar a vacina. Ela não é obrigatória, mas é uma opção que tem que ser levada em conta de maneira firme. Essa é uma decisão de amor, de solidariedade humana”, afirma o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

POPULAÇÃO EM GERAL 

Um dos destaques na vacinação do Paraná é a população em geral, faixa com maior número de imunizantes administrados. Com 2.033.701 doses aplicadas, o Paraná é o terceiro estado mais avançado no grupo, atrás de São Paulo (9.875.913) e Rio de Janeiro (2.197.416) e à frente de Rio Grande do Sul (1.913.983) e Minas Gerais (1.855.654).

Em números absolutos, o segundo grupo que mais recebeu doses no Estado foi o de pessoas de 65 a 69 anos (781.489), seguidos por trabalhadores da saúde (744.583), pessoas de 70 a 74 anos (603.835) e de 60 a 64 anos (599.142). No quadro geral, mulheres (55,6%) foram mais vacinadas que homens (44,4%).

Entre as aplicações, a maior parte (47,1%) foi fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz, na parceria com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) representa 35,4%; a Cominarty (Pfizer/BioNTech) equivale a 13,5%; e a Janssen (Johnson & Johnson), 3,9%.

MUNICÍPIOS 

Entre os municípios com a maior porcentagem da população vacinada com a primeira dose, de acordo com Ranking de Vacinação contra a Covid-19 no Paraná, estão Maringá (72,13%), Pontal do Paraná (71,51%), Santa Cecília do Pavão (68,73%), Guaraqueçaba (67,96%) e Barra do Jacaré (65,09%).

Na segunda dose, se destacam Barra do Jacaré (29,85%), Miraselva (23,95%), Nova Laranjeiras (23,71%), Terra Roxa (23,28%) e Esperança Nova (22,44%). Já na dose única, lideram a vacinação Itaperuçu (8,78%), Porto Vitória (8,76%), Sertanópolis (7,97%), Siqueira Campos (7,32%) e Manoel Ribas (7,15%).

No número absoluto total de aplicações, Curitiba lidera o ranking com 1.255.727 doses. Na sequência, estão Londrina (362.911), Maringá (342.350), Cascavel (216.049), Ponta Grossa (185.914), Foz do Iguaçu (174.221), São José dos Pinhais (159.665), Colombo (117.309), Paranaguá (111.927) e Guarapuava (92.848).

NOVAS DOSES 

Nesta semana, o Paraná recebe um novo lote de 453,7 mil vacinas contra Covid-19. São 296.550 doses do imunizante Covishield, da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz; 88.200 da CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac; e 69.030 doses da Comirnaty, produzida pela Pfizer/BioNTech. As doses chegam entre segunda (19) e quarta-feira (21).

Os imunizantes são destinados ao avanço da aplicação de primeira dose na população em geral e população de fronteira, além da segunda dose para comorbidades, pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas e população geral.

via redação Busão Curitiba

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Argentina flexibiliza máscaras ao ar livre e reabrirá para brasileiros

O governo argentino anunciou hoje (21) que abrirá as fronteiras para viajantes de países vizinhos, incluindo o Brasil, a partir de 1º de outubro. Na mesma data, o país deixará de exigir o uso de máscaras em espaços abertos sem aglomeração de pessoas, entre outras medidas de flexibilização de regras sanitárias.

Os anúncios foram feitos pela ministra da Saúde, Carla Vizotti, que justificou a flexibilização diante do avanço da vacinação na Argentina e da queda na média de contágios diários. “Temos 16 semanas consecutivas de queda nos casos”, disse ela. “Do ponto de vista sanitário estamos num momento realmente muito positivo”, acrescentou em seguida.

Pelo anúncio oficial, a partir de 24 de setembro os argentinos, residentes e estrangeiros com autorização de trabalho poderão entrar na Argentina sem a necessidade de fazer isolamento.

No caso dos países vizinhos, corredores sanitários devem ser abertos nas fronteiras a partir de 1º de outubro para a entrada de estrangeiros, incluindo brasileiros. A abertura de tais corredores sanitários dependerão, contudo, da regulamentação pelas autoridades sanitárias locais, que devem estabelecer cotas, ainda não divulgadas, para a entrada de pessoas, informou a ministra.

Entre os dias 1º de outubro e 1º de novembro, tais cotas devem ser ampliadas progressivamente, segundo o Ministério da Saúde argentino. A partir de 1º de novembro, os aeroportos e portos devem ser abertos para os demais estrangeiros.

Em todos os casos, para ingressar na Argentina será necessário comprovar o esquema de vacinação contra covid-19 completo há ao menos 14 dias, e ter testado negativo para a doença antes do ingresso. Um novo teste do tipo PCR deverá ser realizado pelo visitante entre o quinto e sétimo dias de estadia, se for o caso.

Para quem não tiver o esquema vacinal completo, incluindo menores de idade, o ingresso também será permitido, porém será exigida a realização de quarentena nesses casos, bem como de teste antígenos ao ingressar no país e de teste PCR ao sétimo dia de estadia.

Outros anúncios incluem a permissão para reuniões sociais e realização de eventos para mais de mil pessoas, embora com 50% da capacidade do local onde serão realizados. Também foi anunciada a retomada das atividades comerciais, industriais e de serviços com 100% da capacidade.

Segundo Carla Vizotti, a intenção é que haja uma abertura ainda maior logo que a Argentina chegue a 50% da população completamente vacinada. Segundo o Ministério da Saúde, o país vacinou até o momento 20.276.732 pessoas com o esquema completo.

Desde o início da pandemia, a Argentina registra 5.241.394 casos confirmados de covid-19, com 114.518 mortes, segundo dados divulgados ontem (20) pela pasta da Saúde.

Operação da PF investiga fraudes no Ministério da Saúde

A Polícia Federal deflagrou, hoje (21), uma operação para apurar fraudes na aquisição de medicamentos de alto custo por força de decisão judicial pelo Ministério da Saúde. A estimativa é que as fraudes, com pagamento antecipado sem o recebimento dos medicamentos, tenham causado prejuízo que ultrapassa os R$ 20 milhões.

A Operação Pés de Barro investiga fatos ocorridos entre os anos de 2016 e 2018, que envolveram a aquisição dos medicamentos de alto custo Aldurazyme, Fabrazyme, Myozyme, Elaprase e Soliris/Eculizumabe pela Diretoria de Logística em Saúde do Ministério da Saúde.

Segundo a PF, foram encontrados indícios de inobservância da legislação administrativa, licitatória e sanitária, além do descumprimento de reiteradas decisões judiciais, com o aparente intento de favorecer determinadas empresas.

A PF disse ainda que a má condução dos processos de aquisição desses medicamentos causou o desabastecimento por vários meses de seus estoques do Ministério da Saúde, com evidente prejuízo de centenas de pacientes beneficiários de ordens judiciais. A situação teria levado a óbito ao menos 14 pacientes.

Os policiais federais cumprem 15 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. Os envolvidos podem responder pelos crimes de fraude à licitação, estelionato, falsidade ideológica, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e corrupção ativa.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que vai colaborar com as investigações conduzidas pelos órgãos competentes.