Ampliação do turismo religioso no Paraná é pauta de encontro técnico em Foz do Iguaçu

Membros do Grupo de Trabalho (GT) de Turismo Religioso do Paraná reuniram-se em Foz do Iguaçu, no Oeste, nesta sexta-feira (02) para dar continuidade às discussões que visam ampliar a exploração das potencialidades do setor em todas as regiões do Estado. O encontro aconteceu dentro do Festival Internacional de Turismo (FIT) das Cataratas e teve como tema central o 5º Fórum Paranaense de Turismo Religioso, marcado para março de 2023 em Paranaguá, no litoral paranaense.

Segundo o coordenador geral do GT de Turismo Religioso, Eliseu Rocha, desde o início dos trabalhos, em 2020, o segmento religioso tem se consolidado como um dos principais focos do Estado. “É muito importante realizarmos este encontro dentro do FIT das Cataratas, que é um evento consolidado, trazendo o segmento do turismo religioso para Foz do Iguaçu, onde vemos comunidades de religião católica, budista e as mesquitas trabalhando juntas”, afirmou.

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“Já tivemos quatro fóruns estaduais e estamos com uma grande expectativa para a discussão do turismo religioso no Paraná, a troca de experiências entre os municípios e as diferentes matrizes religiosas, ampliando aquilo que está dando certo e aliando isso ao turismo de aventura, de negócios e principalmente ao turismo rural, gerando emprego e renda para as pessoas”, acrescentou o coordenador do Grupo de Trabalho.

Resultados aparecem

Um dos exemplos que já têm se tornado realidade deste trabalho é a Rota do Rosário, um dos maiores roteiros turísticos religiosos do Brasil e que abrange 15 santuários espalhados ao longo de 12 municípios dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro. A rota pode ser percorrida a cavalo, bicicleta ou a pé e tem atraído muita visibilidade para as cidades e também às áreas rurais.

De acordo com o presidente da Associação Turística do Norte Pioneiro (Atunorpi), Welington Bergamaschi, o trabalho integrado entre o Governo do Estado, municípios e a iniciativa privada já resulta no aumento do fluxo de turistas nas localidades.

“A Rota do Rosário está em crescimento constante. Estamos na fase de desenvolvimento dos projetos com a retomada da romaria tropeira, com a sinalização das rotas pelo Governo do Estado, o que beneficia a agricultura familiar e a população do campo e leva novas fontes de renda, capacitação e desenvolvimento para a área rural”, afirmou Bergamaschi.

Outro projeto em desenvolvimento é o Caminho de São Miguel Arcanjo, em Prudentópolis, no Centro-Sul. Coordenado pela prefeitura com o apoio do governo estadual, a rota turística começou a ser divulgada no estande do município dentro do próprio Festival das Cataratas.

Para a secretária de Turismo de Prudentópolis, Cristiane Boiko Rossetim, a parceria entre os agentes públicos é essencial para o sucesso da iniciativa em longo prazo. “Em 2020, Prudentópolis se tornou a capital da oração no Paraná e desde então estamos trabalhando para criar um roteiro de peregrinação religiosa com o apoio do Governo do Estado, o que tem sido fundamental”, disse.

“É uma rota de 125 quilômetros dentro do município que passa por inúmeras igrejas, capelas, grutas, museus e belezas naturais. Nós chamamos os empresários a se capacitarem para receber os turistas e lançamos aqui na feira o catálogo de produtos do Caminho de São Miguel Arcanjo”, acrescentou.

Grupo

Criado em 2020, o GT de Turismo Religioso tem o objetivo de fomentar e ajudar na estruturação do segmento, contribuindo no treinamento das equipes turísticas e na troca de experiências de locais já consolidados. Foram inseridas quatro matrizes religiosas no escopo do grupo – Oriental, Indígena, Africana e Ocidental – para garantir que diversas doutrinas fossem exploradas.

Atualmente, o GT é formado por representantes da Paraná Turismo, Associação Interreligiosa de Educação, Secretarias de Estado da Comunicação Social e da Cultura, e a da Justiça, Família e Trabalho, Associação dos Municípios do Paraná, Pastoral do Turismo da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Associação Brasileira de Agências de Viagens, Fecomércio, Sebrae-PR, Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Paraná e representantes das 19 Instâncias de Governança Regional (IGRs) do Estado.

Segundo um estudo da Paraná Turismo concluído em 2020 em parceria com o Sebrae-PR, o turismo religioso é o terceiro segmento mais movimentado do Paraná, representando 25% dos pontos de atrativos do Estado. São cerca de 300 pontos de interesse mapeados entre igrejas e santuários, festas religiosas e romarias.

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Álbum mostra imagens que encantaram no lançamento do Wonder Water Show de Foz

Foz do Iguaçu ganhou, nesta sexta-feira (2), um novo atrativo de padrão internacional. O Wonder Water Show apresenta ao público um espetáculo de águas com projeções de imagens embaladas pelas trilhas sonoras de grandes clássicos do cinema mundial.

A equipe Cabeza News acompanhou a apresentação que reuniu profissionais da imprensa, representantes do trade turístico, autodidade e convidados.

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A partir deste sábado (4) o espetáculo passa a ser aberto ao público em geral.

Abaixo álbum com fotos e vídeo que encantaram os participantes da apresentação:

Vídeo destaca projeção de dinossauros e outros personagens clássicos do cinema mundial

CGDM propõe resolução inédita sobre a liberdade econômica em Foz do Iguaçu

Documento será enviado para análise da Procuradoria Geral do Município e, em seguida, ao Ministério da Economia

Em reunião nesta sexta-feira (02), o Comitê Gestor de Desenvolvimento Municipal (CGDM) propôs a aprovação da minuta de resolução inédita no Brasil, que trata sobre a liberdade econômica. Além da proposta de resolução, o Comitê reforçou a importância da formulação de novas ações para o Programa Foz Desenvolve.

“A liberdade econômica já é uma realidade em Foz, o que estamos propondo é uma resolução em âmbito municipal. A criação deste documento é de conhecimento do Ministério da Economia e, por se tratar de algo inédito no Brasil, poderá ser um modelo para outros municípios”, destaca a secretária da Fazenda e coordenadora do CGDM, Salete Horst.

A minuta aprovada será encaminhada para análise da Procuradoria Geral do Município e posteriormente ao Ministério da Economia. De acordo com Luiz Marcelo Padilha, consultor no Sebrae-PR, a proposta compatibiliza e consolida a relação e classificação de risco das atividades econômicas de risco nível I. “Os preceitos da Lei de Liberdade Econômica, a partir dos decretos municipais 30.841, 30.842 e 30.843, de 9 de novembro de 2022, serão sintetizados nesta resolução”.

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Esse foi o último encontro do comitê gestor neste ano, que voltará a se reunir novamente na primeira sexta-feira de fevereiro de 2023. “Serão avaliadas novas ações a serem integradas no programa Foz Desenvolve. Firmamos o compromisso de elencar projetos e que, como os que implementados atualmente”, destaca Salete Horst.

Licenças automáticas

As ações já desenvolvidas levaram Foz do Iguaçu a ficar entre as cidades brasileiras com mais liberações de licenças de forma automática. “Com a ativação do processamento automático para emissão das licenças, através da Integração com a RedeSim, a geração da inscrição municipal passa a ser automática para todas as empresas. Com as alterações recentes, o sistema passou a fazer também a classificação de risco das atividades e a emissão automática das licenças para as empresas classificadas como de baixo e médio risco”, explica o programador Gilberto Couto.

Baixo risco

Em novembro, o prefeito Chico Brasileiro assinou os decretos que definiram os procedimentos para emissão de licenças e os graus de risco das atividades econômicas de Foz do Iguaçu. “Esse foi um passo decisivo para a segunda etapa do DestravaFoz, agilizando ainda mais os procedimentos de abertura, alteração, renovação de licenças e baixa de empresas”, destaca o prefeito.

Foz lidera o ranking estadual das cidades com maior número de atividades econômicas de baixo risco e se destaca também em âmbito nacional. Com os decretos que envolvem ações das secretarias da Fazenda e Meio Ambiente e da Vigilância Sanitária, 688 atividades econômicas estão sendo incluídas no rol das consideradas de baixo risco e assim dispensadas de atos públicos municipais.