A “Voz do Iguaçu” precisa ser ampliada

Luísa Canziani

Temos em nosso Estado uma das sete maravilhas da natureza, título concedido após uma votação global que durou quatro anos (de 2007 a 2011). E, apesar de ser um dos destinos mais visitados do Brasil, o total de turistas atraídos pelas nossas cachoeiras ainda é bem menor do que as Cataratas do Niágara (localizada nos EUA), por exemplo.

Enquanto as Cataratas do Iguaçu receberam mais de 2 milhões de turistas em 2019, segundo dados do Parque Nacional do Iguaçu, nos EUA o total de visitantes ultrapassa os 8 milhões.

Os números são pequenos se comparados com a grandiosidade do nosso parque. Além das cataratas, que sem dúvida são o principal atrativo, o Parque Nacional do Iguaçu tem uma área de mais de 185 mil hectares de superfície que abrange 14 municípios e que conta com uma grande diversidade de fauna e flora e que também podem ser explorados de forma sustentável.

Iniciativas para preservação dessa riqueza natural, inclusive que garantem a sustentabilidade do nosso Estado e do nosso País, precisam ser valorizadas. E, por isso, estamos trabalhando para corrigir esse erro histórico com os municípios lindeiros. Ação liderada pelo prefeito Chico Brasileiro, de Foz do Iguaçu, batizada de “Voz do Iguaçu” pretende chamar atenção para os direitos dos municípios que abrigam o parque. Uma iniciativa de fundamental importância, uma vez que encontra-se em andamento no Tribunal de Contas da União o novo edital de concessão do Parque do Iguaçu.

E, com a renovação do contrato de concessão, temos a oportunidade – e o dever – de fazer justiça aos municípios lindeiros. E é neste sentido que estamos trabalhando, junto à bancada federal, à presidência da Câmara dos Deputados, e nos ministérios para garantir que a população dos municípios lindeiros receba alguma contrapartida em investimentos por parte do novo concessionário do parque. Não vamos permitir que essa injustiça histórica perdure por mais vários anos e que os municípios continuem a arcar sozinhos com os impactos negativos da preservação do parque.

O edital deve prever que a população receba algum apoio por colaborar com a preservação ambiental. Benefícios que podem ser revertidos, por exemplo, em infraestrutura nos municípios, como a instalação de brigadas de combate a incêndios, em programas de preservação de nascentes, melhorias nas rodovias e na construção de hospitais e escolas. Precisamos criar condições e estimular que as pessoas da região permaneçam em suas cidades e não deixem suas raízes em busca de estudo ou melhores condições de vida.

Portanto, estamos diante de um momento único e com uma enorme janela de oportunidades aberta. A união da população, dos agentes públicos e de lideranças é um importante passo para que nosso movimento ganhe força, que sejamos ouvidos e que façamos valer nossos direitos. Se em 25 de abril de 1916, Santos Dumont, ao conhecer as Cataratas do Iguaçu afirmou que “estas maravilhas em torno das Cataratas não podem continuar a pertencer a um particular”. 104 anos depois ouso dizer: “estas maravilhas não podem se restringir a uma restrita parcela de visitantes. Precisamos que o mundo, a cada dia, saiba da grandeza da beleza das nossas Cataratas do Iguaçu”.

Luísa Canziani é deputada federal pelo Paraná

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Temporal afeta Foz, Beltrão e Pato Branco

A semana começou com muito trabalho para mais de 200 técnicos e eletricistas que estão atuando na recomposição da rede de energia após o temporal de domingo, 28. As cidades mais afetadas foram Foz do Iguaçu, Toledo, Francisco Beltrão e Pato Branco. Os estragos causados pelos raios e ventos fortes chegaram a interromper o fornecimento de energia a 343 mil domicílios no Paraná, 291 mil somente no Oeste e Sudoeste.

Saiba as regras para a entrada de viajantes no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (29) um guia com informações necessárias aos viajantes para a entrada no Brasil por via aérea, terrestre e marítima. O documento tem como base a Portaria 660/2021, publicada pela Casa Civil no sábado (27) e que estabelece restrições específicas e temporárias para a entrada de viajantes no país diante do surgimento da variante Ômicron.

Restrições

Estão proibidos, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pelos seguintes países: República da África do Sul; República de Botsuana; Reino de Essuatíni; Reino do Lesoto; República da Namíbia e República do Zimbábue.

Está suspensa também, em caráter temporário, a autorização de embarque para o Brasil de viajantes estrangeiros, procedentes ou com passagem nos últimos 14 dias antes do embarque, por esses países.

Entrada de brasileiros

As regras, segundo a Anvisa, não restringem a entrada de brasileiros, de qualquer natureza ou origem. “Brasileiros não têm restrição de acesso ao país”, reforçou a agência, por meio de nota.

No momento, brasileiros que estiveram em um dos seis países listados precisam cumprir quarentena de 14 dias em sua cidade de destino final no Brasil.

É preciso também preencher a Declaração de Saúde do Viajante nas 24 horas anteriores ao embarque para o Brasil.

Os viajantes devem ainda apresentar um exame RT-PCR não detectável (negativo), realizado nas últimas 72 horas antes do embarque, ou exame negativo do tipo antígeno, realizado em até 24 horas antes do embarque.

Crianças menores de 12 anos de idade viajando acompanhadas não precisam apresentar o exame, desde que todos os acompanhantes apresentem documentos com resultado negativo ou não detectável.

Estrangeiros

De acordo com a Anvisa, estrangeiros que não passaram pelos seis países da lista de restrição podem entrar no Brasil desde que atendam às mesmas determinações válidas para viajantes brasileiros.

Está suspensa a entrada de estrangeiros procedentes ou com passagem, nos últimos 14 dias antes do embarque, por qualquer dos seis países listados, com exceção para estrangeiros que atendam um dos seguintes critérios: estrangeiro com residência de caráter definitivo, por prazo determinado ou indeterminado, em território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que identificado; funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro; estrangeiro que seja cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro; cujo ingresso seja autorizado especificamente pelo governo brasileiro em vista do interesse público ou por questões humanitárias; e portador de Registro Nacional Migratório.

Chegada de voos

Estão proibidos voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela República da África do Sul, República de Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue.

A restrição não se aplica à operação de voos de cargas, manipuladas por trabalhadores paramentados com equipamentos de proteção individual (EPIs), cujos tripulantes deverão observar os protocolos sanitários especificados na portaria da Casa Civil.

Cruzeiros

Viagens de navios de cruzeiro, segundo a Anvisa, continuam autorizadas, sendo brigatório o cumprimento do protocolo estabelecido pela Anvisa.

Estão autorizados somente navios que naveguem exclusivamente em águas brasileiras durante a temporada de cruzeiro.

Navios de carga

A operação de navios de carga também segue autorizada. As embarcações, de acordo com a agência, devem seguir protocolos rígidos, que preveem exames para embarque e desembarque de tripulantes e quarentena diante de caso suspeito ou confirmado a bordo.

Acesso terrestre

A Anvisa destaca que permanece proibida a entrada no país de estrangeiros de qualquer nacionalidade por rodovias ou quaisquer outros meios terrestres.

As exceções previstas na portaria incluem, por exemplo, o transporte de carga e o trânsito entre cidades-gêmeas (municípios que sejam cortados pela linha de fronteira, seca ou fluvial).