74 pássaros apreendidos em cativeiro são devolvidos à natureza

Setenta e quatro pássaros apreendidos nesta semana em cativeiros irregulares nos municípios de Pitanga e Laranjal, no Centro do Estado, foram devolvidos ao habitat natural. Ao todo, as apreensões somaram 102 aves. Outras 28 foram encaminhadas para um criadouro de preservação de papagaios e outros pássaros em Toledo, no Oeste.

As aves foram resgatadas por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná. Trata-se de diversas espécies, como sábia, bigodinho, cúrio, azulinho, pintassilgo, papa-capim, canário-da-terra, iraúna, além de trinca-ferro, azulão, melro, pimentão, papagaio baitaca e maritaca-macaranã.

As aves foram apreendidas durante a Operação Voo Livre, desenvolvida por técnicos dos Escritórios Regionais do IAT em Pitanga, Campo Mourão e Umuarama, com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde, de Guarapuava.

“Algumas aves foram soltas no dia em que as encontramos e outras encaminhadas ao nosso Escritório Regional para uma avaliação que constatou que mais de 90% delas estavam aptas a voltar à natureza.”, afirmou o Chefe do Núcleo Regional do IAT em Pitanga, Elmiro Genero.

Na vida livre, os pássaros possuem um papel importante na natureza ao polinizar plantas e dispersar sementes de árvores nativas, por exemplo. “São animais que foram retirados da natureza, então eles podem ficar estressados e se tornar agressivos. Além disso, podem se automutilar, adoecer e até chegar a óbito”, afirma a bióloga do IAT, Herica Rozário.

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MP-PR abre inquérito para investigar corte de araucárias em São Miguel do Iguaçu

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) abriu um inquérito para investigar a derrubada de 214 araucárias, árvore símbolo do Paraná, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. O inquérito foi aberto após uma denúncia anônima.

A licença de corte, que é válida por um ano, foi dada em agosto do ano passado pelo Instituto Água e Terra (IAT). O órgão atendeu a um pedido do produtor, que queria mais espaço para o pasto para aumentar a renda familiar.

O IAT informou ainda que as araucárias eram plantadas e que, nessas condições, é possível fazer a derrubada.

“Esses documentos foram apresentados e analisados por um engenheiro florestal do IAT e que, ao fazer a vistoria e analisar a documentação apresentada, opinou pela emissão da autorização”, explicou o chefe regional do IAT, Carlos Antônio Pittom.

AGU cobra na Justiça R$ 893 milhões de desmatadores da Amazônia

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou hoje (25) que foram ajuizadas neste mês 27 ações na Justiça para cobrar R$ 893 milhões de pessoas acusadas de desmatamento na Amazônia Legal. Segundo o órgão, o valor corresponde ao montante que deve ser reparado pelos danos ambientais causados em cerca de 35 mil hectares de floresta. 

Os desmatamentos irregulares ocorreram em municípios do Amazonas (Lábrea, Nova Aripuanã e Manicoré), Rondônia (Alto Paraíso e Machadinho D´Oeste), Pará (Ulianópolis, Marabá e São Feliz do Xingú ), Mato Grosso (Nova Maringá, Santa Cruz do Xingú, São Felix do Araguaia e Peixoto de Azevedo) e em Mucajaí (RR).

Segundo a AGU, em cerca de um ano, foram solicitados pelo órgão na Justiça a reparação de 95 mil hectares da Amazônia, que totalizam R$ 2,2 bilhões em indenizações. No período, além das 27 ações protocoladas em setembro, o órgão também ajuizou mais 45 ações, no valor de R$ 1,3 bilhões. Cerca de R$ 570 milhões foram bloqueados dos acusados.

A atuação da AGU ocorre por meio de uma força-tarefa de procuradores e advogados da União para garantir o ressarcimento dos danos ambientais na Amazônia.