Paraná tem 1.328 novos casos de Covid e atualiza o sistema

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (18) mais 1.328 casos confirmados e 35 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

O Informe traz também a confirmação de 1.712 casos retroativos que ocorreram entre o dia 23 de maio a 16 de novembro que estavam com investigação em aberto e agora foram encerrados como casos confirmados e automaticamente computados no sistema.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 243.654 casos e 5.742 mortos.

INTERNADOS – 690 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 599 pacientes em leitos SUS (290 em UTI e 309 em leitos clínicos/enfermaria) e 91 em leitos da rede particular (30 em UTI e 61 em leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 1.085 pacientes internados, 445 em leitos UTI e 640 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

ÓBITOS – A secretaria informa a morte de mais 35 pacientes. Todos estavam internados. São 15 mulheres e 20 homens, com idades que variam de 32 e 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 18 de setembro e 18 de novembro.

Os pacientes que morreram residiam em Araucária (3), Cascavel (3), Colombo (2), Maringá (2), Matinhos (2), Piraquara (2) e Ponta Grossa (2). A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Apucarana, Cafeara, Campo do Tenente, Centenário do Sul, Contenda, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Irati, Itaipulândia, Jaboti, Jaguariaíva, Joaquim Távora, Lindoeste, Pinhais, Rolândia, Salto do Lontra, São José dos Pinhais e São Sebastião da Amoreira.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 2.515 casos de residentes de fora, 51 pessoas morreram.

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Michele Caputo defende auxílio emergencial para hospitais filantrópicos do Paraná

O deputado Michele Caputo (PSDB) anunciou nesta terça-feira (1º de dezembro) que vai apresentar requerimento para que o governo estadual encaminhe projeto de lei criando um auxílio emergencial aos hospitais filantrópicos e santas casas que tratam o covid-19 e as clínicas de hemodiálise. A medida é fundamental para a manutenção do atendimento público de saúde neste momento de pandemia.

“Vou pedir apoio dos deputados para fazer como Santa Catarina. Lá foi aprovado uma lei do governo estadual que prevê R$ 95 milhões em recursos para os hospitais. Também já foi feita uma operação dessa no Congresso Nacional, o governo federal já deu essa ajuda algum tempo atrás e foi extremamente importante”, pontuou.

As linhas de apoio devem estar detalhadas: recurso para consumo, para contratar profissionais, pagar profissionais adicionais, medicamentos, oxigênio. “A situação é grave. A suspensão das cirurgias eletivas, por exemplo, trazem um déficit financeiro gigantesco a esses hospital”, destacou Michele Caputo, coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Coronavírus, ao se referir a contrapartida dos hospitais filantrópicos em relação a transparência e eficiência.

O requerimento é necessário, adianta Michele Caputo, pois apenas o governo estadual pode apresentar um projeto de lei que altere o orçamento já aprovado. O deputado apontou também a importância dos hospitais filantrópicos durante a pandemia, tanto no combate à covid-19, quanto para desafogar outras demandas de saúde acumuladas.

“Ao mesmo tempo que temos que defender e dar condições para os hospitais universitários públicos estaduais, precisamos que o Estado também dê uma atenção especial a esses hospitais estratégicos, que correspondem a quase 50% dos atendimentos hospitalares”, completou.

Deputado Romanelli defende mutirões para construção de casas pela Cohapar

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) voltou a defender nesta terça-feira, 1º de dezembro, novos incentivos para construção de casas destinadas à famílias de baixa renda por meio de mutirões. O deputado apresentou emenda ao projeto do governador Ratinho Junior que cria o programa Casa Fácil Paraná. A emenda foi aprovada na íntegra pelos deputados.

Pela proposta, a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) fica autorizada a desenvolver novas modalidades de sistemas construtivos, inclusive em regime de mutirão e autogestão, para atender às demandas habitacionais do Estado. Na prática, a empresa poderá doar os terrenos e o material de construção às famílias de baixa renda, que por sua vez executariam as obras.

“É uma maneira de desburocratizar, acelerar as obras e ampliar o número de famílias beneficiadas com a casa própria. Com transparência, a construção em sistema de mutirão com autogestão elimina o custo de mão-de-obra e atende quem mais precisa”, afirma Romanelli, que já presidiu a Cohapar por duas vezes.

A emenda proposta por Romanelli inclui a realização de programas de autogestão e mutirão e a possibilidade de a Cohapar firmar parcerias com entidades da sociedade civil organizada para a construção de habitações de interesse social.

“São alternativas com reduzido custo de implantação. Considerando todas as circunstâncias que o país enfrenta e das dificuldades que o governo federal tem de fazer uma política habitacional, propomos a criação de um sistema construtivo com preço mais reduzido, para beneficiar famílias carentes nesse momento difícil pelo qual passamos”, acrescenta.

Casa Fácil
O Programa Estadual de Habitação – Casa Fácil Paraná tem como principal objetivo fomentar a produção e aquisição de novas unidades habitacionais, requalificação, ampliação ou reformas de imóveis urbanos e rurais, regularização fundiária e urbanização.

Estas ações, diz o projeto, serão desenvolvidas exclusivamente para famílias com renda mensal de até dez salários mínimos nacionais, com prioridades ao público com renda de até três salários mínimos mensais.

O programa, segundo o programa, será de responsabilidade da Cohapar que terá a autorização para formalizar parcerias com secretarias e outras outorgas da administração direta e indireta do Estado, dos Municípios paranaenses e do governo federal.