Governo do Paraná suspende desativação de leitos de UTI exclusivos para Covid-19

Com o aumento no número de casos confirmados da Covid-19 e de mortes, o Governo do Paraná suspendeu a desativação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para atendimentos de pessoas com o novo coronavírus.

Desde o começo da pandemia, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) abriu 900 leitos de UTI para enfrentamento à Covid-19.

O pico da ocupação de leitos começou em maio e variou entre 56% e 90%, dependendo da região do estado. A taxa de ocupação começou a cair em agosto, mas agora voltou a subirConfira os dados atualizados da doença mais abaixo.

“Com base nesses dados, com base também nos novos casos e na necessidade de internamentos, vamos avaliar ponto a ponto se há necessidade da reabertura imediata de alguns leitos. Porém, nesse momento, a taxa de ocupação geral de leitos de UTI no Paraná é de 72%, então nós ainda temos equilíbrio e um pouco de gordura para mais alguns dias”, explicou Beto Preto, secretário da Saúde.

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Romanelli defende mutirões para construção de casas pela Cohapar

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) voltou a defender nesta terça-feira, 1º de dezembro, novos incentivos para construção de casas destinadas à famílias de baixa renda por meio de mutirões. O deputado apresentou emenda ao projeto do governador Ratinho Junior que cria o programa Casa Fácil Paraná. A emenda foi aprovada na íntegra pelos deputados.

Pela proposta, a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) fica autorizada a desenvolver novas modalidades de sistemas construtivos, inclusive em regime de mutirão e autogestão, para atender às demandas habitacionais do Estado. Na prática, a empresa poderá doar os terrenos e o material de construção às famílias de baixa renda, que por sua vez executariam as obras.

“É uma maneira de desburocratizar, acelerar as obras e ampliar o número de famílias beneficiadas com a casa própria. Com transparência, a construção em sistema de mutirão com autogestão elimina o custo de mão-de-obra e atende quem mais precisa”, afirma Romanelli, que já presidiu a Cohapar por duas vezes.

A emenda proposta por Romanelli inclui a realização de programas de autogestão e mutirão e a possibilidade de a Cohapar firmar parcerias com entidades da sociedade civil organizada para a construção de habitações de interesse social.

“São alternativas com reduzido custo de implantação. Considerando todas as circunstâncias que o país enfrenta e das dificuldades que o governo federal tem de fazer uma política habitacional, propomos a criação de um sistema construtivo com preço mais reduzido, para beneficiar famílias carentes nesse momento difícil pelo qual passamos”, acrescenta.

Casa Fácil — O Programa Estadual de Habitação – Casa Fácil Paraná tem como principal objetivo fomentar a produção e aquisição de novas unidades habitacionais, requalificação, ampliação ou reformas de imóveis urbanos e rurais, regularização fundiária e urbanização.

Estas ações, diz o projeto, serão desenvolvidas exclusivamente para famílias com renda mensal de até dez salários mínimos nacionais, com prioridades ao público com renda de até três salários mínimos mensais.

O programa, segundo o programa, será de responsabilidade da Cohapar que terá a autorização para formalizar parcerias com secretarias e outras outorgas da administração direta e indireta do Estado, dos Municípios paranaenses e do governo federal.

Michele Caputo defende auxílio emergencial para hospitais filantrópicos do Paraná

O deputado Michele Caputo (PSDB) anunciou nesta terça-feira (1º de dezembro) que vai apresentar requerimento para que o governo estadual encaminhe projeto de lei criando um auxílio emergencial aos hospitais filantrópicos e santas casas que tratam o covid-19 e as clínicas de hemodiálise. A medida é fundamental para a manutenção do atendimento público de saúde neste momento de pandemia.

“Vou pedir apoio dos deputados para fazer como Santa Catarina. Lá foi aprovado uma lei do governo estadual que prevê R$ 95 milhões em recursos para os hospitais. Também já foi feita uma operação dessa no Congresso Nacional, o governo federal já deu essa ajuda algum tempo atrás e foi extremamente importante”, pontuou.

As linhas de apoio devem estar detalhadas: recurso para consumo, para contratar profissionais, pagar profissionais adicionais, medicamentos, oxigênio. “A situação é grave. A suspensão das cirurgias eletivas, por exemplo, trazem um déficit financeiro gigantesco a esses hospital”, destacou Michele Caputo, coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Coronavírus, ao se referir a contrapartida dos hospitais filantrópicos em relação a transparência e eficiência.

O requerimento é necessário, adianta Michele Caputo, pois apenas o governo estadual pode apresentar um projeto de lei que altere o orçamento já aprovado. O deputado apontou também a importância dos hospitais filantrópicos durante a pandemia, tanto no combate à covid-19, quanto para desafogar outras demandas de saúde acumuladas.

“Ao mesmo tempo que temos que defender e dar condições para os hospitais universitários públicos estaduais, precisamos que o Estado também dê uma atenção especial a esses hospitais estratégicos, que correspondem a quase 50% dos atendimentos hospitalares”, completou.