Neymar marca três vezes e seleção vence Peru nas Eliminatórias

Em uma partida difícil disputada em Lima, a seleção venceu o Peru nesta quarta-feira (13), de virada, por 4 a 2 e garantiu a liderança das Eliminatórias da Copa na América do Sul, com seis pontos em dois jogos.

Os donos da casa ficaram na frente por duas vezes, mas a equipe de Tite (que completou seu jogo de número 50 no comando da seleção) mostrou poder de reação, empatou e conseguiu a virada com Neymar, que marcou três vezes.

Vantagem peruana

O Peru abriu o placar logo aos cinco minutos de jogo com um bonito gol. Aquino avançou pela direita, girou e tentou o passe para a área. Marquinhos afastou mal e Carrillo chegou batendo de perna direita, de primeira, no cantinho do goleiro Weverton.

O Brasil tinha dificuldades em sair com velocidade do campo de defesa com a marcação alta da seleção peruana, e não conseguia chegar à área adversária tocando. A primeira grande chance brasileira veio aos 12 minutos, logo depois de Marquinhos deixar o campo, lesionado, para a entrada de Rodrigo Caio. Richarlison aproveitou lançamento longo e ajeitou de cabeça para Roberto Firmino. O camisa 20 finalizou e Gallese salvou o gol.

Aos 22 minutos, a seleção da casa assustou novamente em um chute cruzado de Gonzáles que Weverton defendeu em dois tempos. Três minutos depois, Neymar foi puxado na área e sofreu pênalti. Ele mesmo foi para a cobrança e empatou. O camisa 10 da seleção brasileira chegou a marcar o segundo dele na partida ainda no primeiro tempo, aos 27 minutos, mas a jogada foi anulada por impedimento de Richarlison no início do lance.

Vitória na etapa final

A segunda etapa começou com o Peru melhor. Logo aos cinco minutos, Trauco apareceu na área e chutou cruzado de perna esquerda, obrigando Weverton a fazer grande defesa. Aos 13 minutos, a equipe da casa ficou novamente na frente. Tapia arriscou de fora da área, a bola desviou em Rodrigo Caio e enganou Weverton.

Assim como no primeiro tempo, o Brasil reagiu. Neymar cobrou escanteio pela esquerda, Roberto Firmino desviou na segunda trave e Richarlison completou. O lance foi para análise do VAR (árbitro de vídeo), que demorou quatro minutos para confirmar o gol do Brasil.

A virada veio aos 34 minutos. Neymar dividiu no alto e a bola sobrou para Richarlison. O atacante lança Everton, que invade a área e cruza rasteiro. Neymar foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. O camisa 10 foi para a cobrança e, com categoria, fez o terceiro do Brasil.

No fim do jogo, o zagueiro Zambrano recebeu cartão vermelho por uma cotovelada no rosto de Richarlison. O Brasil partiu para cima e fez o quarto gol. Éverton passou para Everton Ribeiro, que chutou na saída de Gallese. A bola desviou no goleiro, bateu na trave direita e Neymar apareceu para fazer o terceiro dele no jogo.

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Militarização de escolas da rede estadual do Paraná: posição da APP-Sindicato/Foz.

Representante dos educadores(as) da rede estadual, a APP-Sindicato/Foz reafirma que sempre foi contrária à militarização de escolas públicas, e que defende a educação plural, democrática e humanista. Para a entidade, a transferência de escolas a militares é parte de um projeto político e ideológico mantido no Paraná e no país.

O sindicato também registra que não haverá eleição nas instituições cívico-militares, o que retira o direito da comunidade escolar – educadores, estudantes, pais e mães – de escolher seus representantes. Para a entidade, haverá transferência de professores e demissões de agentes educacionais, já que serão convocados militares da reserva para atuarem como monitores.

“O governador Ratinho Junior está destruindo a escola democrática para impor a escola da censura, do silêncio, da mordaça e da farda”, expõe o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Esse processo retira recursos dos colégios estaduais para privilegiar espaços de difusão da disciplina e da ideologia de quartel”, completa.

De acordo com o educador, outro problema é a falta de debate. “Foi uma lei aprovada a toque de caixa, sem amplo debate. Agora, o governador anuncia as escolas que poderão ser militarizadas e quer que essas instituições façam referendo em dois dias, em plena pandemia, sem qualquer controle sanitário. Não há nenhum espaço de discussão sobre uma decisão tão séria, que interfere em comunidades e escolas, na vida de educadores e de estudantes”, frisa Diego.

(APP-Sindicato/Foz)

Foz do Iguaçu

1- CE Ipê Roxo
2- CE Professora Carmelita de Souza Dias
3- CE Costa e Silva
4- CE Tarquinio Santos

STI

1- CE Angelo Benedet

SMI

1- CE Nestor Victor dos Santos

Medianeira

1- CE Tancredo Neves
2- CE Naira Felini

Vacinação “não é uma questão de Justiça”, mas de saúde, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro criticou hoje (26) a judicialização sobre a obrigatoriedade da vacinação contra o novo coronavírus. “Temos uma jornada pela frente onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é questão de saúde acima de tudo, não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina”, disse a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira.

Na semana passada, ao menos três ações foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a competência para impor vacinação contra a covid-19 e para que o governo federal seja obrigado a comprar as vacinas e medicamentos que forem aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos partidos políticos recorreram à Justiça após Bolsonaro afirmar que a vacinação não será obrigatória no Brasil e que o país não vai adquirir a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

Por outro lado, o Ministério da Saúde assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que prevê 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Bolsonaro citou ainda a notícia anunciada hoje pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca de que a vacina que estão desenvolvendo contra a covid-19 induziu, durante os testes, uma resposta imune tanto em jovens quanto em idosos. Para Bolsonaro, a notícia é promissora, mas é preciso aguardar a publicação dos resultados em revista científica. “O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, não querer atropelar, não querer comprar dessa ou daquela sem nenhuma comprovação ainda”, disse.